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Irã diz que cessar-fogo inclui Líbano e culpa EUA e Israel por violações

 Gil Cohen Magen/picture alliance via Getty Images

O cessar-fogo já em vigor entre o Irã e os Estados Unidos é inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, inclusive no Líbano, afirmou o principal diplomata iraniano nesta segunda-feira (01), após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.

“Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os EUA e Israel são responsáveis ​​pelas consequências de qualquer violação”, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em uma publicação no X.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano, controlados pelo grupo Hezbollah, nesta segunda-feira (1º), sinalizando uma escalada ainda maior da guerra que tem complicado a mediação para a resolução do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que os ataques israelenses no Líbano estão entre os fatores que causam atraso no processo diplomático para o fim da guerra entre Teerã e Washington, reiterando que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo.

Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, ordenaram que as forças armadas israelenses atacassem “alvos terroristas” nos subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahiyeh, após as “repetidas violações” do cessar-fogo pelo Hezbollah e os “ataques contra nossas cidades e cidadãos”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense.

Após ter bombardeado Dahiyeh nas primeiras semanas da guerra, Israel realizou apenas dois ataques na região desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo no Líbano em 16 de abril, mesmo com as hostilidades em curso no sul do país.

Israel captura castelo de 900 anos

A ordem surge após a intensificação das hostilidades no sul do país durante o fim de semana, com tropas israelenses capturando o Castelo de Beaufort, com 900 anos de história, e Netanyahu ordenando que as forças armadas expandissem as operações terrestres.

As autoridades libanesas afirmam que mais de 3.370 pessoas foram mortas no país em decorrência de ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, que estava sob ataque conjunto americano e israelense.

Israel afirma que 24 de seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.

Israel estabeleceu uma zona de segurança autodeclarada no sul do Líbano, onde vem arrasando aldeias, alegando que o objetivo é proteger o norte de Israel de militantes do Hezbollah infiltrados em áreas civis.

A guerra no Líbano tem sido o desfecho mais sangrento do conflito dos EUA e de Israel contra o Irã, forçando mais de um milhão de pessoas a fugir de suas casas, segundo as autoridades libanesas.

Com CNN

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