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Dono do WikiLeaks teme ser assassinado se for para prisão nos EUA

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O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta sexta-feira que seria "politicamente impossível" para o Reino Unido extraditá-lo aos Estados Unidos, onde, afirma, há uma "grande possibilidade" de ser assassinado na prisão.

Assange enfrenta um julgamento por estupro e assédio sexual na Justiça sueca. Ele se entregou à polícia no Reino Unido, onde espera julgamento de seu processo de extradição à Suécia em liberdade condicional. Sua defesa nega as acusações de crimes sexuais e alega ser uma conspiração para desacreditar o site. Eles teme ainda que, depois de extraditado à Suécia, os EUA tentem levá-lo ao país para enfrentar acusações de espionagem.

Em declarações publicadas nesta sexta-feira pelo diário "The Guardian", Assange se mostra convencido de que seria muito difícil ao Reino Unido extraditá-lo aos EUA, já que, depois do processo na Justiça, é o governo britânico quem tem a palavra final.

O ativista australiano não descarta que as autoridades americanas solicitem sua extradição para ser submetido a um processo legal sob a acusação de espionagem, devido ao vazamento de mais de 250 mil documentos secretos da diplomacia americana por parte do site WikiLeaks.

Assange está vivendo na mansão de um amigo em Suffolk (no leste da Inglaterra) sob estritas condições de liberdade condicional impostas pela Justiça britânica, enquanto continua o processo que delibera sobre sua extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais por duas mulheres.

"É uma questão política. Podemos presumir que haja uma tentativa de influir na opinião política do Reino Unido", disse o australiano. "Legalmente, o Reino Unido tem o direito de não extraditar por crimes políticos. A espionagem é um caso clássico de crime político".

Ele acredita que, se for extraditado aos EUA, há uma "grande possibilidade" de ser assassinado ao estilo Jack Ruby –referência ao homem que matou Lee Harvey Oswald antes que este pudesse ser julgado pelo assassinato do presidente americano John F. Kennedy, em 1963.

A próxima audiência do processo de extradição de Assange à Suécia está prevista para 11 de janeiro no tribunal de Westminster (Londres).

 

 

Folha

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