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Bombardeios pretendiam assustar rebeldes

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Os bombardeios contra o porto de Brega tinham a intenção de "assustar" os rebeldes que lutam contra o líder líbio Muammar Kadafi, afirmou o filho mais conhecido do ditador, Saif al-Islam, em entrevista ao canal britânico Sky News. "As bombas eram apenas para assustar, para que fossem embora", disse.

"Ali não há cidade, a cidade de Brega fica a quilômetros de distância. Estou falando do porto, onde há apenas uma refinaria de petróleo", completou. Saif al-Islam deixou claro que o regime fará de tudo para evitar que o porto passe ao controle dos rebeldes.

"É o eixo do petróleo e gás líbios. Todos nós comemos, vivemos, graças a Brega. Sem Brega, seis milhões de pessoas ficarão sem futuro, porque desta região exportamos nosso petróleo", afirmou.

"Eram milicianos e estavam filmando. Eles chegaram com três tanques e metralhadoras. Há uma linha vermelha, não podem controlar o porto. Lamento. Ninguém permitirá que as milícias controlem Brega, que seria como permitir a alguém controlar o porto de Rotterdã", acrescentou.

Os rebeldes conseguiram responder ao ataque do regime na madrugada de quarta-feira, na primeira batalha militar real desde o início dos protestos na Líbia, em 15 de fevereiro.

O filho de Kadafi advertiu ainda que o regime não vai tolerar mais protestos. "Tudo será feito para deter qualquer um, para trazer de volta a paz e a ordem", disse.

Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi

Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.

Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.
 

TERRA

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