Foto: Reprodução/Polícia Civil
Detalhes da megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil da Paraíba revelam que o esquema utilizava contratos públicos para lavar dinheiro do tráfico de drogas na Paraíba. As investigações apontam que empresas eram inseridas em processos licitatórios com o objetivo de dar aparência de legalidade a recursos oriundos do crime organizado.
De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, contratos firmados com o poder público serviam como mecanismo para “esquentar” valores ilícitos, que posteriormente retornavam ao núcleo criminoso.
Um dos casos citados na investigação envolve a empresa AF Amaro Construções, sediada em Pombal, no Sertão paraibano. Conforme a Polícia Civil, a construtora, que não possuía funcionários registrados, recebeu quase R$ 3 milhões em recursos públicos no ano de 2024 para execução de serviços de esgotamento sanitário e coleta de lixo.
Segundo os investigadores, o dinheiro público era desviado para alimentar o tráfico de drogas liderado por Luciano Moraes, um dos principais alvos da operação.
A apuração também identificou uma empresa sediada em Goiás que, apesar de possuir apenas um funcionário formal, realizava transações milionárias com o grupo investigado com atuação na Paraíba.
Ainda segundo a polícia, a empresa tem entre os sócios pessoas já envolvidas em crimes relacionados a fraudes em licitações no estado de Minas Gerais, o que reforça a suspeita de que contratos públicos estavam sendo utilizados como ferramenta para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.
PB Agora
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