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Qualidade do ensino deixa o Brasil entre os piores do mundo

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Na primeira semana de dezembro, a divulgação dos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) colocando o Brasil em 53º lugar entre 65 países nas provas de leitura e ciências teve grande repercussão na mídia e estimulou o debate sobre a má qualidade do ensino. A pesquisa, realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), trouxe, apesar do baixo desempenho dos alunos brasileiros, um dado positivo: a nota deles subiu 33 pontos entre 2000 e 2009. Mesmo assim, a pesquisa traz informações preocupantes: quase a metade (49,6%) dos alunos não atingiu o chamado nível 2 de proficiência em leitura. Na metodologia do Pisa, isso significa que, para esses estudantes, "faltam as capacidades necessárias para participar efetiva e produtivamente da sociedade".

Em novembro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou um diagnóstico da educação no país, tendo como base o ano de 2009. As conclusões são de que ainda persistem grandes desníveis entre as populações urbana e rural, entre brancos e negros e entre ricos e pobres em termos de escolaridade. A população urbana tem em média 3,9 anos de estudo a mais que a população rural. Os negros têm 1,7 ano de estudo a menos que os brancos.

O analfabetismo, embora em queda, ainda atinge 9,7% da população. Entre 1992 e 2009, essa taxa caiu 7,5 pontos percentuais, mas o número total de analfabetos permaneceu inalterado: 14 milhões de pessoas com mais de 15 anos. Na população rural, o percentual das pessoas acima dessa idade que não sabem ler nem escrever é de 22,8%. Nas cidades, a taxa é de 4,4%. No quinto mais pobre da população, 18,1% são analfabetos, contra 2% na faixa do quinto mais rico.

A média de anos de estudo na população acima de 15 anos é de 7,5, abaixo do mínimo de oito anos previsto na Constituição. O Ipea também constatou a baixa cobertura da pré-escola. Apenas 18,4% das crianças de até três anos frequentam creches
 

 

Senado Federal

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