O articulista Rodrigo Toniol, professor de Antropologia da UFRJ, afirmou, em publicação na Folha de São Paulo, que liderou projeto de monitoramento de milhares de cultos e missas com o fim de averiguar a politização dos púlpitos.
Sem qualquer poder legal de fiscalização ou autorização das próprias igrejas, a atitude demonstra uma nova estratégia de monitorar e possivelmente criminalizar a dinâmica interna das igrejas. Acha exagero? Veja o que o próprio professor Rodrigo Toniol disse:
Em postagem no Instagram da Folha de São Paulo, ele afirmou que “há uma clara instrumentalização da fé, crimes eleitorais e uso político do púlpito” e “a propaganda eleitoral só ocupou 3,2% de todo o universo que a gente mapeou. É um absurdo, precisa ser investigado (…)”.
Os termos são fortes e de peso criminal: “crimes eleitorais” e “precisa ser investigado”. Esses pesquisadores juntaram conteúdo que podem ser levados ao Ministério Público. Imagine que outros grupos de militância anticristã adotem a mesma estratégia. Pode haver fiscalização e constrangimento ilegal ao exercício religioso.
Pecados, erros e excessos nos púlpitos precisam ser corrigidos pela própria igreja e denominação. A entrega ao Estado do poder de monitorar pregações é uma porta para o autoritarismo e para uma sistemática violação da liberdade religiosa.
A ironia é ver um professor de universidade federal fiscalizando igrejas quando as próprias universidades são um dos ambientes onde mais se comete crimes eleitorais!
Anderson Paz
