O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) descartou retirar a candidatura à Presidência da República para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL). A negativa ocorre após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defender a concentração dos votos da direita já no primeiro turno.
“Eu não recuo em nada na minha vida”, afirmou Caiado em conversa com o jornal O Popular na noite de segunda-feira (28). A declaração foi publicada nesta terça-feira (29), a cinco dias da votação.
O presidenciável também negou a existência de um acordo com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para que os dois abandonassem a disputa e aderissem à campanha do PL.
“Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?”, disse ao Metrópoles, também na segunda-feira.
Tarcísio cobra união no primeiro turno
A pressão ganhou uma demonstração pública com a desistência do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) da disputa pelo Senado. Ele retirou a candidatura na segunda-feira para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), os dois nomes da chapa de Tarcísio em São Paulo.
O governador paulista apresentou a decisão como exemplo para a eleição presidencial. Disse respeitar as candidaturas de Caiado e Zema, mas argumentou que a união em torno de Flávio poderia derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno.
“A matemática se impõe nesse momento”, afirmou. Tarcísio também defendeu que diferenças fossem deixadas de lado para concentrar o apoio ao candidato do PL.
Salles disse que continuará apoiando Zema enquanto ele permanecer na disputa, mas sinalizou que também acompanhará o correligionário caso decida desistir. A retirada do próprio deputado passou, assim, a ser usada como argumento para cobrar o mesmo movimento dos presidenciáveis.
Zema também rejeita retirada
Nesta terça-feira, Zema afirmou que seguirá na corrida presidencial até o fim. A declaração foi dada ao portal Plox durante agenda em Ipatinga, em Minas Gerais.
“Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, meus apoiadores e comigo mesmo”, afirmou.
O ex-governador reconheceu a perda de apoios, mas tratou as mudanças como parte da disputa política. Defendeu que a união dos candidatos de direita contra o PT ocorra em um eventual segundo turno.
Redação com Tribuna do Planalto
