O candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) reagiu à formação de maioria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo indeferimento de seu registro de candidatura e acusou adversários de tentar retirar sua candidatura “no tapetão”. O julgamento foi suspenso nesta sexta-feira (2) após pedido de vista do ministro André Mendonça.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cícero afirmou que a disputa deve ser definida nas urnas e questionou a tentativa de barrar sua candidatura por meio de uma decisão judicial.
“Parem de tentar ganhar no tapetão o que não conseguem ganhar no voto. Por que tanto medo das urnas? Se querem vencer a eleição, enfrentem o povo nas urnas. Deixe o povo decidir”, declarou.
O TSE analisa recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que havia deferido o registro da candidatura de Cícero. Com a interrupção do julgamento, a análise do processo ainda não foi concluída.
Apesar do placar desfavorável registrado até o momento, Cícero afirmou que continuará na disputa e sustentou que a definição sobre quem deve governar a Paraíba cabe ao eleitorado.
“Vai ter que ser no voto. A força de Deus é maior e agora é no voto, na vontade do povo da Paraíba”, afirmou.
O candidato também relacionou a ofensiva judicial ao cenário eleitoral e ao eventual segundo turno. Segundo Cícero, seus adversários estariam tentando impedir que a disputa chegasse a uma etapa em que, na avaliação dele, os projetos seriam confrontados diretamente pelos eleitores.
“No segundo turno, a eleição é de dois projetos e de duas formas de governar. Por isso querem resolver antes que o povo faça essa escolha”, disse.
A defesa de Cícero deverá acompanhar a retomada do julgamento no TSE e apresentar os argumentos jurídicos cabíveis. Enquanto o processo não é concluído, o candidato mantém a campanha e segue participando da agenda eleitoral.
A declaração de Cícero ocorre após o TSE formar maioria de 4 votos a 0 pelo indeferimento do registro, antes do pedido de vista de André Mendonça. O ministro solicitou mais tempo para analisar o processo, interrompendo a conclusão do julgamento.
Redação
