Dentre as milhares manifestações que o ex-presidente Lula tem recebido, de dentro e de fora do Brasil – desde que está preso na Polícia Federal, em Curitiba – de solidariedade e até de reconhecimento de sua inocência, a carta do Papa Francisco certamente é a de maior impacto e repercussão.

Com toda a certeza, Luís Inácio Lula da Silva deve ter ido às nuvens de tanta satisfação ao receber uma mensagem com timbre do Vaticano e assinatura do sumo pontífice, a mais relevante liderança religiosa do planeta.

Uma mensagem libertadora; uma espécie de habeas corpus, um salvo conduto com efeito pelo menos nas consciências. Em determinado trecho a missiva do Bispo de Roma pede para Lula não “desanimar e continuar confiando em Deus” diante das “duras provas” vividas ultimamente…

A carta do Papa Francisco a Lula me fez lembrar, agora, o conceito de Mahatma Gandhi sobre prisão e liberdade: “A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.”

Eis a carta, na íntegra

Estimado Luiz Inácio,

Recebi a sua atenciosa carta do passado 29 de março, com a qual, além de agradecer a minha contribuição para a defesa dos direitos dos mais pobres e desfavorecidos dessa nobre nação, me confidenciava o seu estado de animo e comunicava a sua avaliação sobre o atual contexto sócio-politico brasileiro, o que me será de grande utilidade.

Como assinalei na Mensagem Para o 52º Dia Mundial da Paz, celebrado no passado 1º de janeiro, a responsabilidade política constitui um desafio permanente para todos aqueles que recebem um mandato de servir ao seu País, de proteger as pessoas que habitam nele e de trabalhar para criar as condições de um futuro digno e Justo. Tal como os meus Antecessores, estou convencido de que a política pode tornar-se uma forma eminente de caridade, se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas.

Nestes dias estamos celebrando a Ressurreição do Senhor. O triunfo de Jesus sobre a morte é a esperança da humanidade. A sua Páscoa, sua passagem da morte à vida, é também a nossa páscoa: graças a Ele, podemos passar da escuridão para a Luz; das escravidões deste mundo para a liberdade da Terra prometida; do pecado que nos separa de Deus e dos irmãos para a amizade que nos une a Ele; da incredulidade e do desespero para a alegria serena e profunda de quem acredita que, no final, o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a Salvação vencerá a condenação.”

“Tendo presente as duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos – sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio e, mais recentemente, seu neto Arthur de somente 7 anos -, que lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, diz o Papa.

 

Wellington Farias

PB Agora


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