O deputado federal e engenheiro Romero Rodrigues (PSDB/PB) apresentou o
projeto de lei de número 1727, na Câmara dos Deputados, em Brasília,
declarando “O Maior São João do Mundo”, realizado na cidade de Campina
Grande, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, de acordo com o
artigo 215 e o artigo 216 da Constituição Federal. Conforme a matéria fica
assegurada ao “Maior São João do Mundo”, para todos os efeitos legais, os
direitos e as vantagens da legislação vigente.

 

A informação foi prestada durante entrevista de Romero Rodrigues ao lado do
ex-prefeito e ex-governador Cássio Cunha Lima, hoje representando a Paraíba
no Senado Federal.

 

Romero afirma que a Constituição Federal de 1988 ampliou o conceito de
cultura nacional, ao considerar patrimônio cultural brasileiro os bens de
natureza imaterial de reconhecida importância para a sociedade brasileira.
Em seu § 1º do art. 215, a Carta Magna determina que o Estado protegerá as
manifestações das culturas populares, indígenas, afro-brasileiras e de
outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. Nesse
contexto se inclui o Maior São João do Mundo, realizado em Campina Grande
(PB), considerado o maior evento do gênero.

 

Recorda diz que antes de o evento ser criado, já se dançava forró e se
comemorava o São João em Campina Grande. As festas de São João, Santo
Antônio e São Pedro eram comemoradas com animação entre familiares e amigos
convidados para as festas particulares, em volta de grandes fogueiras.
Havia dança de forró em sítios, granjas e fazendas. Outros lugares onde se
costumava festejar esses dias eram no Aero-club de Campina Grande, no Clube
dos Caçadores e na Juventude Franciscana, que funcionava no auditório do
Convento São Francisco. Além destes, o forró pé-de-serra era dançado nos
clubes Paulistano, Ipiranga, Flamengo e Forró de Alcatrão.

 

Mesmo nessa época, artistas famosos vinham prestigiar a cidade com suas
apresentações: Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda, Marinês e Sua Gente,
Abdias do Fole de Oito Baixos, Conjunto Zé Lagoa, Antônio Barros e Ceceu,
Elino Julião, João Gonçalves, Zé e Manoel Calixto. Nos bairros de Campina,
havia organizações de quadrilhas em várias ruas, em participação massiva da
comunidade. Alguns patrocinadores eram o Café São Braz e o Café Aurora, que
davam as bandeirolas e o som.

 

Romero assevera que a grande festa junina de Campina Grande foi criada em
1986, na gestão do então prefeito Ronaldo Cunha Lima que vendo a
potencialidade das festividades juninas na cidade resolveu concentrar as
festas no centro da cidade, aumentando a participação do povo campinense.
Nasceu, assim, “O Maior São João do Mundo”, acontecendo durante 31 dias,
entre junho e julho.

 

Desde a sua primeira edição, o evento é realizado no Parque do Povo. Para a
construção do Parque do Povo houve duas etapas. Primeiramente, uma palhoça
com piso feito com cimento queimado foi construída. Palhas de coqueiros
foram usadas para cobrir a palhoça e ornamentação da área, que era
conhecida como Coqueiros de Zé Rodrigues. Um “Mutirão” foi organizado para
fazer o São João naquela área. Tendo a organização sido feita de última
hora, os integrantes do mutirão estavam a pregar bandeirolas e a esperar o
cimento secar poucas horas antes do início do evento.

 

 

 

“Depois disso, foi sucesso absoluto. Tendo o prefeito Ronaldo Cunha Lima
visto o sucesso atingido, fez toda a área do futuro Parque do Povo ser
urbanizada e a Pirâmide do Parque do Povo ser construída. Além disso,
também por conta do sucesso do evento, grandes casas de shows foram
construídas em Campina Grande. Com o tempo, todas as atrações, barracas e
tudo que se encontra no São João de Campina foram aparecendo: comidas
típicas, artesanatos, os palcos, quadrilhas, ilhas de forró, cenários,
casamento coletivo, trem do forró, etc”, acentua.

 

Essa iniciativa de promover o São João de Campina Grande, tomada pelo
poeta-prefeito Ronaldo Cunha Lima e sua equipe de governo, repercutiu além
da região polarizada pelo município, projetando a cidade no calendário do
turismo de eventos do País e levando a EMBRATUR a inserir e consagrar a
marca “Maior São João do Mundo” entre os principais festejos populares
brasileiros.

 

Os 30 dias do Maior São João do Mundo somam mil horas de forró nos 10 pólos
de diversão (Parque do Povo, Arraial Hilton Mota, três ilhas de forró e a
Pirâmide-Galante, São José da Mata, Vila do Artesão, Feira da Prata e
Expresso Forroviário).

Assessoria

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