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Secretário de Saúde da PB reprova retorno das aulas presenciais

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O Secretário de Saúde da Paraíba Geraldo Medeiros, desaconselhou o retorno das aulas presenciais no Estado. Em entrevista a Rádio Cariri FM, O secretário lembrou que a Paraíba ainda está enfrentando a luta para conter o avanço do Covid-19. O vírus está circulando em todos os municípios do Estado.

– Temos que informar aos pais e mães paraibanas que nós não recomendamos que eles encaminhem seus filhos para as aulas presenciais – afirmou.

Outro ponto apontado pelo médico foi a manifestação tardia da Covid-19 em crianças.

– Além de todo o risco, temos que lembrar da SIM-P, que é uma manifestação tardia que acontece em crianças, geralmente 15 dias após contrair a Covid-19, que se apresenta com sintomas graves como choque e queda da pressão arterial, que inspira muitos cuidados – declarou.

No último sábado (03), a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou mais uma avaliação técnica do plano ‘Novo Normal’.

No relatório, a pasta afirma que, com base na metodologia de outros países, a decisão sobre retomada das atividades educacionais presenciais pode aumentar o número de casos de Covid-19 em cerca de 250%.

Ainda de acordo com a SES, isso representaria um número de cerca de 20 mil novos casos de coronavírus, na faixa etária de 0 a 19 anos.

Em outra entrevista, só que an Correio FM, Geraldo Medeiros destacou que ainda estamos em meio a uma pandemia, onde o estado da Paraíba contabiliza uma média de dez mortes diárias pela Covid-19.

Segundo Geraldo, é imprescindível manter os cuidados e os protocolos de saúde para evitar que haja uma nova onda da pandemia da Covid-19.

Ele ainda explicou que a Secretaria de Saúde do Estado vai acionar a Procuradoria estadual no sentido de saber o que é possível fazer em relação à liberação realizada nas duas cidades.

O secretário ainda lembrou, durante entrevista à Rádio Correio FM, que existe uma orientação de que os municípios devem seguir as recomendações do decreto estadual.

– Tanto Campina Grande como João Pessoa se encontram na bandeira amarela, de acordo com o decreto estadual, e esse tipo de bandeira não contempla a abertura de aulas presenciais. Essa atitude se contrapõe ao decreto estadual. A Secretaria de Estado da Saúde só tem a lamentar essa atitude intempestiva em meio a uma pandemia que ainda não padeceu – disse.

SL
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