A Paraíba está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento aponta que o avanço das internações está relacionado, principalmente, à maior circulação da influenza A e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), cenário típico deste período do ano.
De acordo com o boletim, o aumento das notificações já era esperado para maio, mês marcado pela sazonalidade das doenças respiratórias. No entanto, a circulação antecipada da influenza A em 2026, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, acelerou o crescimento dos casos em vários estados.
Na Paraíba, o alerta é maior em razão do avanço dos casos associados ao VSR, vírus que afeta principalmente crianças menores de 2 anos e que tem provocado aumento nas internações pediátricas em diversas regiões do país. Além da Paraíba, estados como Pernambuco, Ceará, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte também registram crescimento relacionado ao vírus.
O relatório também destaca que a Paraíba aparece entre os estados brasileiros com tendência de crescimento de SRAG no longo prazo, ao lado de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Entre as capitais brasileiras, João Pessoa está na lista das cidades com atividade de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, apresentando sinal de crescimento contínuo das ocorrências respiratórias. Segundo o InfoGripe, o aumento das hospitalizações ocorre principalmente entre crianças pequenas.
No cenário nacional, os dados das últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que os principais vírus identificados nos casos positivos de SRAG foram:
- 38% de VSR;
- 28,9% de influenza A;
- 26,8% de rinovírus;
- 3,7% de influenza B;
- 3,1% de Covid-19.
Entre os óbitos registrados, a influenza A aparece como principal causa, representando 49,2% das mortes associadas à SRAG.
O levantamento é baseado em informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe e considera dados atualizados até o dia 2 de maio, referentes à Semana Epidemiológica 17.
Redação