Dados divulgados pela Central de Transplantes da Paraíba nesta quarta-feira (13) apontam que o Estado atingiu a melhor média de implante de órgãos dos últimos cinco anos. Até o momento, já foi contabilizada a maior quantidade de doadores efetivos na última década, com mais de 60 doações realizadas, a maior quantidade de retirada e transplantes de fígado da história da Paraíba e a maior quantidade de transplante renal de doador falecido.

De acordo com o diretor da Central de Transplantes, Luiz Gustavo Correia, a elevação histórica desses dados relacionados aos transplantes se deu a partir de uma gestão estratégica realizada com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). “Além de melhorar os índices, retornamos também a fazer o transplante de coração. O último ocorreu em junho de 2009 e, em menos de seis meses da nova gestão, realizamos duas retiradas e um transplante cardíaco”, ressalta.

Ele explica que o dado mais importante a ser considerado é a quantidade de implantes de órgãos por milhão de habitantes. “Tivemos, em 2019, a melhor média dos últimos cinco anos que foi 12,9 PPM. Para se ter uma ideia, esse dado em 2018 foi de 6,9 PPM e em 2017, 8,8 PPM”, afirma.

Para o médico, a dificuldade continua sendo a recusa familiar. Embora o quadro de doação e transplantes de órgãos tenha melhorado em 2019, o número de resposta negativa por parte da família continua alto, em torno de 66%. “Se compararmos com o resto do Brasil, a Paraíba ainda está em uma posição delicada. A recusa, no Nordeste, é de 55%. No Brasil, esse número cai para 48%”, observa.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, demonstra satisfação ao falar sobre os resultados positivos da Central de Transplantes e reforça a marca história do estado com relação à doação de órgãos. “Através de medidas administrativas e mudança de gerenciamento nas centrais de transplantes associado à motivação da equipe de 66 profissionais que compunham as unidades de Campina Grande e de João Pessoa obtivemos rapidamente, no espaço de 4 meses, resultados surpreendentes e que permitiram um alto grau de satisfação de gestores em função do benefício que representou para todos os paraibanos que anteriormente necessitavam se deslocar para outros estados para conseguir transplante de órgãos. A Secretaria Estadual de Saúde e o governo João Azêvedo estão exultantes em ter promovido o recrudescimento do quantitativo de doadores de órgãos e transplantes no estado”, completa.

 

Secom

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