Por pbagora.com.br

Em entrevista a imprensa paraibana o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Roberto Magliano de Morais, que, através do órgão, alerta a população paraibana sobre os riscos da nova onda do novo coronavírus, sobre a classe médica, também analisou os desafios enfrentados pela classe médica e agradeceu ao empenho de cada profissional.

Segundo ele, os médicos representam 10% dos casos confirmados entre os profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus. “Os médicos e os demais profissionais de saúde estão mais expostos à contaminação pelo novo coronavírus. Estamos profundamente tristes e abalados com o crescente número de infecções em nosso estado e pelo acometimento e falecimento de tantos colegas. A transmissão da covid-19 na Paraíba vem crescendo de forma rápida, hospitais públicos e privados estão chegando ao esgotamento de sua capacidade, mas continuamos vendo aglomerações e falta de respeito às normas sanitárias, como a falta do uso de máscaras e a não higienização das mãos”, disse Roberto Magliano.

De acordo com o presidente do CRM-PB na virada do ano, profissionais deixaram de estar em seus lares para se dedicar ao cuidado e à vida de outras pessoas, ele também comentou sobre os desafios enfrentados pelos profissionais da medicina ao longo do ano. “O primeiro momento de dificuldade dos médicos no enfrentamento dessa pandemia foi logo no início, já que não havia equipamentos de proteção individual disponível para eles, dessa forma eles foram para a frente de batalha sem um escudo, sem uma proteção e muitos por conta disso adoeceram e muitos outros morreram, muito adoeceram e tiveram que se afastar do trabalho. Eu mesmo fui um deles que logo no início da epidemia acabei adoecendo. É importante destacar que mesmo com esses desafios os médicos não se omitiram e foram para os hospitais.”

Magliano ainda comentou sobre o estresse enfrentado pelos médicos na rotina de trabalho em meio a pandemia do coronavírus. “Logo no início faltaram respiradores e medicamentos, muitos desses medicamentos que poderiam salvar vidas e tudo isso, além de colocar em risco o exercício da profissão, deixava os médicos sob forte estresse. Os médicos são treinados para salvar vidas e quando não dispõem das condições mínimas para efetuarem isso, evidentemente que isso gera uma frustração muito grande e as sequelas psicológicas para os profissionais médicos tem sido ainda muito grande.”

Outro ponto analisado pelo presidente do CRM-PB, estava a difícil missão de noticiar a família sobre a morte de seus familiares acometidos pela doença. O presidente do CRM falou sobre a gratidão aos profissionais que diariamente arriscam suas vidas em nomes de pessoas que, muitas vezes, sequer conhecem. “Eu queria deixar registrado o reconhecimento, gratidão a todos os médicos paraibanos pelo grande marco e heroísmo, pelo trabalho que nos enche de orgulho talvez no momento mais importante da saúde neste século, os médicos paraibanos souberam dar a sua contribuição, muitos deles adoeceram, outros morreram, mas eles enfrentaram como verdadeiros heróis esse momento”, disse.

Redação

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