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Campina Grande inicia mutirão contra mosquito da dengue

 Começa nesta segunda-feira (23) em Campina Grande, a partir das 8h (horário local), um mutirão de combate ao mosquito da dengue. A ação acontece após casos de microcefalia serem registrados na cidade e a principal hipótese ser a de que o Zika vírus, transmitido pelo Aedes Aegypit, esteja provocando a infecção nos bebês.

A primeira parada do mutirão é o bairro das Malvinas, o maior de Campina Grande. De acordo com a prefeitura, a localidade apresenta maiores registros das doenças transmitidas pelo mosquito. “Nesta primeira etapa vamos focar nas Malvinas e na Liberdade, onde forma registrados mais casos de pessoas com sintomas de Dengue, Chikungunya e Zika. Em seguida, partiremos para as localidades onde foram encontrados mais focos do mosquito”, disse a secretaria municipal de Saúde, Luzia Pinto.

A mobilização vai reunir Agentes de Combate às Endemias, estudantes e técnicos de diversas áreas, que vão visitar as casas do bairro, distribuindo materiais informativos e alertando a importância da população no combate ao mosquito. Equipes da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) também irão participar da atividade, com ações de limpeza nos terrenos baldios da comunidade.

 

Um levantamento feito pela prefeitura apurou que 80% dos focos do mosquito encontrados na cidade foram dentro de reservatórios em residência. Por isso, os agentes farão tratamento com larvicida de águas acumuladas.
 

Sobre a relação da infecção pelo vírus com a microcefalia, o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, informou que as investigações estão sendo feitas com cautela.
“Vocês podem perguntar se isso fecha a correlação entre as duas coisas, e minha resposta é: ‘quase’. Estamos sendo bastantes cautelosos, mas não se encontrou nenhuma outra causa até o momento. Tivemos uma circulação importante do vírus no Brasil no primeiro semestre, coisa que aconteceu pela primeira vez na nossa história”, disse Maierovitch.

Maierovitch disse ainda que a relação entre o vírus zika e a má-formação genética “é inédita no mundo” e não consta na literatura científica até o momento. “Nossos cientistas, cientistas do mundo que se interessarem, devem nos ajudar a provar essa causa e efeito.”
Apesar disso, o Ministério da Saúde não trabalha com a hipótese de que o vírus zika em circulação no Brasil tenha sofrido mutação e se tornado mais perigoso.

“O Zika foi identificado em pouquíssimas partes do mundo. Foi no Brasil e no primeiro semestre que ele circulou com mais intensidade. Essas consequências ‘novas’ podem não ter sido identificadas antes porque a circulação ocorreu em áreas limitadas”, afirmou o diretor.

 

Redação

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