Por pbagora.com.br

A praticamente três horas do início do julgamento no TSE o clima de ansiedade chega a cortar o oxigênio dos interessados no resultado. Apesar da legião de espectadores, é sobre os ombros de Cássio e Maranhão que recai a maior expectativa. Uma luta psicológica sem precedentes na história política da Paraíba.

O mais torturante é que o TSE tem surpreendido a cada sessão, o que faz de analistas políticos como cegos perdidos em tiroteio. Não há tese que não seja questionável. E não há previsão que não cheire a pitaco. Objetivamente, a confiança do grupo Cunha Lima se pauta nos indicativos de mudança e de confronto com Eros Graus que ficaram claros na última sessão de 2008. Mas o peso do sete a zero não sai da cabeça dos cassistas. É ele que faz o coração de alguns deles quase parar nesta terça.

Nos bastidores, há, no entanto, caros leitores, uma percepção por parte dos cassistas: se Versiani rejeitar pelo pé os embargos acatando todos os argumentos destacados por Eros Grau é muito provável que a Corte dê fim ainda hoje a discussão destes recursos. Por outro lado, se o ministro aparecer com um fato novo nas vistas, levantando um ponto surpreendente e controverso do relatório de Eros é muito provável que a discussão não seja esgotada hoje.

Pelo sim e pelo não, o mais recomendável, para ambos os lados, é silenciar para ouvir cada vírgula do que será dito hoje à noite pelos ministros. Um suspiro pode mudar tudo.

 

Delegado: contra ou a favor de entorpecentes?

Muito grave a conversa entre um diretor de presídio e um informante da PM, divulgada com exclusividade pelo PB Agora, dando conta de que o delegado Walter Brandão cobra propina para liberar traficantes da Grande João Pessoa. Mais do que apuração, a denúncia exige por parte da Secretaria de Segurança Pública do Estado uma resposta imediata à população. Ou pra dizer que já estava apurando indícios de corrupção neste sentido. Ou para afastar qualquer acusação.

Só não dá pra ficar em silêncio. Porque lei do silêncio é privilégio de quem comanda a criminalidade. E não de quem combate.

 

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