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Veja quais figuras ligadas ao bolsonarismo já tiveram currículos maquiados

Com Flávio Bolsonaro, chega a seis o número de figuras ligadas ao bolsonarismo ou ao governo Bolsonaro envolvidas em casos de informações acadêmicas falsas, exageradas ou inconsistentes

O caso de Flávio Bolsonaro colocou novamente em evidência uma velha controvérsia que acompanhou o governo de Jair Bolsonaro: a apresentação de qualificações acadêmicas que posteriormente foram desmentidas, corrigidas ou consideradas inconsistentes.

Com o episódio envolvendo o atual candidato à Presidência, chega a seis o número de figuras ligadas ao bolsonarismo ou ao governo Bolsonaro que tiveram problemas públicos relacionados à apresentação de seus currículos.

Foto – (Agência Brasil/AFP/Agência Brasil/Reuters/Exame)

A lista reúne nomes que ocuparam cargos no governo Bolsonaro e, agora, o próprio filho do ex-presidente.

  1. Flávio Bolsonaro

O caso mais recente envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Biografias oficiais do senador informavam que ele havia feito uma pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, entretanto, afirmou que não existe registro de Flávio Nantes Bolsonaro como aluno da instituição.

A informação apareceu em páginas oficiais da Alerj e do Senado e também em um perfil atribuído ao senador no LinkedIn. A própria equipe de Flávio reconheceu que os dados estavam incorretos e afirmou que a informação poderia ter sido retirada de fontes como a Wikipédia. As biografias foram corrigidas.

O episódio é particularmente relevante porque Flávio é candidato à Presidência da República em 2026.

  1. Carlos Decotelli

Em 2020, Carlos Alberto Decotelli foi anunciado por Jair Bolsonaro como ministro da Educação.

O currículo de Decotelli apresentava um doutorado pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. A instituição informou que ele não havia obtido o título de doutor. Também surgiram questionamentos sobre outras informações acadêmicas apresentadas em seu currículo.

A repercussão foi tão grande que Decotelli deixou o cargo antes mesmo de tomar posse. O episódio ficou conhecido como um dos casos mais graves de currículo inflado dentro do governo Bolsonaro.

  1. Abraham Weintraub

Também ministro da Educação no governo Bolsonaro, Abraham Weintraub foi apresentado como doutor, mas reportagens apontaram inconsistências relacionadas à sua titulação.

O caso entrou na lista de controvérsias envolvendo os ministros da Educação de Bolsonaro e foi citado entre os episódios de currículos com informações incorretas ou exageradas.

  1. Ricardo Vélez Rodríguez

Primeiro ministro da Educação do governo Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez também teve o currículo questionado.

Levantamento publicado pelo Nexo apontou 22 informações consideradas falsas ou incorretas no currículo do então ministro, incluindo atribuições de autoria de livros e referências a trabalhos acadêmicos que foram contestadas.

O caso ganhou repercussão justamente no início do governo Bolsonaro, quando a formação acadêmica dos novos ministros passou a ser investigada pela imprensa.

  1. Damares Alves

A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também foi alvo de questionamentos sobre títulos acadêmicos.

Antes de integrar o governo Bolsonaro, Damares se apresentava como “mestre” em áreas como Educação e Direito Constitucional. Questionada sobre as qualificações, explicou que os títulos tinham relação com sua atuação religiosa e com a forma como determinadas igrejas utilizam o termo “mestre”.

Após a repercussão, informações sobre essas supostas titulações deixaram de aparecer da mesma forma em sua apresentação oficial. O caso passou a integrar a relação de inconsistências curriculares envolvendo integrantes do governo Bolsonaro.

  1. Ricardo Salles

O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles também teve sua formação acadêmica questionada.

Salles dizia ter estudado na Universidade Yale, nos Estados Unidos, e apresentava uma formação relacionada à instituição. Uma reportagem do The Intercept Brasil revelou que ele não havia sido aluno de mestrado em Yale, como a informação sugeria.

Depois da repercussão, Salles atribuiu o problema a um erro de sua assessoria. O episódio foi mais um caso de informação curricular contestada envolvendo um integrante do governo Bolsonaro.

Uma lista que atravessa o governo Bolsonaro e passa por Wilson Witzel, ex-governador do Rio que para para inflar seu currículo Lattes, afirmava que parte do seu doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF) foi cursado na instituição dos EUA. Entretanto, a informação era falsa e foi denunciada pelo jornal O Globo; Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio que alegou ser doutor em Engenharia Civil pela Universidade de Pretória, na África do Sul, sem nunca ter estudado lá.

Redação com informações do portal Terra

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