O vereador Aristávora Santos (PTB) usou a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa, na manhã de hoje (18), para fazer um balanço dos principais projetos aprovados na Legislatura anterior – como o Plano Diretor da Cidade e o Código Tributário – e para antecipar matérias importantes que devem chegar à Casa este ano, como a Lei de Uso e Parcelamento do Solo e a Lei de Zoneamento Ambiental.

O vereador disse que, após o Carnaval, a Câmara deverá se pronunciar sobre os oito vetos (sendo sete totais e um parcial) e sobre uma medida provisória de autoria do Poder Executivo Municipal. Alguns dos projetos vetados pelo Executivo são o que propunha a criação de uma divisão de arte circense na Funjope (de autoria do ex-vereador Fuba) e o que previa a criação de conselhos comunitários de segurança (de autoria do vereador Geraldo Amorim). O veto parcial que será votado no Plenário diz respeito ao projeto que determina a colocação de obras de arte nos prédios da administração municipal.

Fórum Permanente

Aristávora Santos também aproveitou a oportunidade para defender a criação de um Fórum Permanente que reúna representantes das Câmaras de Vereadores dos municípios da Grande João Pessoa. O objetivo é discutir estratégias de desenvolvimento para a região metropolitana e políticas públicas para resolver problemas enfrentados na área do transporte público e da saúde. “Não concebo o desenvolvimento de João Pessoa sem o desenvolvimento da Grande João Pessoa. Quero criar um Fórum Permanente, com os vereadores dos municípios da Grande João Pessoa para que eles se reúnam uma vez por mês para discutir problemas comuns”, defendeu.

Segundo Aristávora Santos, o Fórum Permanente será importante para criar soluções e enfrentar problemas existentes nas áreas de saúde pública, transporte coletivo e turismo regional. “É inadmissível que um município como Pedras de Fogo não tenha uma linha direta para João Pessoa. Em Bayeux, as empresas estão sucateadas. Isso fortalece o transporte clandestino. Também queremos discutir a política de turismo, porque João Pessoa é a porta de entrada, mas temos outros potenciais turísticos nos municípios vizinhos. É importante discutir também uma política de saúde porque João Pessoa assume toda a demanda de saúde da região. Na (maternidade) Cândida Vargas, 54% dos partos são feitos em pacientes de outros municípios”, exemplificou.

A proposta do petebista foi apoiada por outros vereadores. “Esse é um tema que a Câmara Municipal de João Pessoa não pode escapar. A criação desse Fórum Permanente é algo que deve ser destaque em todos os debates. Os problemas e soluções devem ser pensados coletivamente”, disse Bruno Farias (PPS).

CMJP

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