O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas dele e o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do inquérito.
A investigação começou na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.
A PF gaúcha quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.
Devido ao foro especial do senador Flávio, o caso subiu do Rio Grande do Sul para o Supremo em 8 de outubro. A Procuradoria-Geral da República analisou os indícios e se manifestou pela abertura da investigação.
A PF encontrou, entre outros indícios de ligação entre os dois, viagens do senador custeadas por uma das empresas do advogado, a Cathedral.
A PF afirma no seu relatório que há “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, a primeira a obter autorização estadual da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de quota fixa no estado.
Com O GLobo
