O dia 18 de dezembro marca o aniversário de nascimento de duas figuras políticas completamente distintas, no tempo, no espaço e na amplitude das ações, mas igualmente merecedoras de nosso repúdio, por aquilo que foram (são) e, principalmente, por aquilo que representam.
O primeiro, Josef Stalin, nasceu na Geórgia em 1878 e foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, de 1922 até sua morte, em março de 1953. Passou para a História como um dos maiores tiranos do chamado “comunismo real”, regime totalitarista que, em nome de uma suposta ditadura do proletariado, suspendeu todas as liberdades individuais, perseguiu, deportou, prendeu, torturou, violentou, matou, enfim, praticou todas as atrocidades imagináveis e inimagináveis, em números contabilizados aos milhões. Stalin personificou tão bem tais práticas que seu próprio sucessor, Nikita Kruschev, em histórico discurso no Congresso do Partido Comunista da União Soviética de 1956, denunciou seu personalismo tirânico – embora, apesar disto, grande parte das miseráveis práticas stalinistas tenham sido mantidas pelas décadas seguintes.
O segundo, Severino Cavalcanti, é pernambucano de João Alfredo, nascido em 1930, e foi presidente da Câmara dos Deputados entre fevereiro e setembro de 2005. Chegou à presidência num ato de traquinagem da maioria dos deputados, aproveitando-se de um momento de instabilidade da base governista e, durante aqueles sete meses, protagonizou episódios patéticos de ignorância, megalomania e autoritarismo. Num destes momentos, demitiu a diretora da TV Câmara por conta do vazamento de um vídeo em que, indagado pelo repórter sobre a pauta de votações (uma pergunta simples e convencional), enrolou-se todo, terminando por ralhar com o jornalista, que acabaria suspenso: “Assim você me complica”. Seus dias de poder chegaram ao fim quando teve de renunciar, para fugir da cassação, por conta de substanciais denúncias de envolvimento em um esquema de propinas, que ficou conhecido como “mensalinho”.
Comparar Stalin e Severino Cavalcanti é inviável, claro. Há grande disparidade entre os dois, embora partilhem do germe do autoritarismo doentio. Stalin é uma grande nódoa na História, mancha vermelha do sangue das suas vítimas; Severino é apenas um risco no tempo, mais uma fanfarra das tantas de nosso Congresso. Mas ambos representam sistemas equivocados, que devem provocar nossa mais profunda repulsa. O primeiro é um emblema do totalitarismo, do Estado tirano, atroz, do regime sanguinário; o segundo simboliza um arremedo de democracia, afronta os mais elementares princípios republicanos, implica no descarado sistema de prevalência das minorias, em detrimento das massas.
São diferentes nas dimensões, mas semelhantemente danosos. Símbolos de práticas e regimes contra os quais devemos opor-nos com a mais firme veemência, mesmo porque a dimensão de cada um se limitará à medida de nossa real disposição em rejeitá-los. Stalin morreu, mas, por incrível que pareça, não faltam defensores de seu pragmatismo sanguinolento. Severino foi eleito prefeito de João Alfredo, no ano passado. Nestes casos, esquecer já é um grande mal.
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