O senador Pedro Simon (PMDB-RS) sugeriu nesta sexta-feira (20), em Plenário, que o Parlamento aproveite as declarações do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja sobre corrupção no PMDB para trazer o tema ao debate. Simon disse que foi mal interpretado pela imprensa quando afirmou que “o PMDB não é mais corrupto do que o PT ou o PSDB”. O senador explicou que sua intenção era discutir a corrupção a fim de que seja possível a apresentação de projetos e programas de governo para combatê-la.

Simon também informou que a revista Veja publicaria no final de semana uma matéria de capa intitulada “Basta de folia com o dinheiro público”, que questiona a legalidade do patrimônio de alguns políticos do PMDB, e prometeu fazer pronunciamento na próxima semana para comentar a reportagem.

O senador disse que tem criticado o PMDB há mais tempo do que Jarbas Vasconcelos, pois há 20 anos sobe à tribuna para “lavar a roupa suja”, porque dentro do partido, conforme revelou, não lhe permitem fazê-lo. Durante todos esses anos em que está no Congresso, disse Simon, sempre cobrou decência de seu partido.

– Então, será que alguém pode imaginar que estou aqui dizendo que o MDB [PMDB] é corrupto, mas, tudo bem porque os outros também o são? Respeitem-me. Respeitem minha história e minha biografia – disse Simon.

O senador gaúcho afirmou que a corrupção acontece porque os políticos envolvidos com atos ilegais não são punidos pela Justiça. Em sua opinião, os processos referentes a homens públicos corruptos devem ser julgados com prioridade. Ele lembrou que apresentou proposta de emenda à Constituição que inclui a reputação ilibada como condição para a candidatura a cargo eletivo (PEC 2/08). A matéria encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na qual aguarda designação do relator.

– Eu acho que quem tem ficha suja não pode ser candidato, mas eu não acho que tenha de ficar na gaveta – nem da revista, nem da promotoria, nem da polícia, nem do juiz e nem do tribunal – o julgamento. O tribunal, o juiz, o delegado têm de dar prioridade absoluta no julgamento do político, mais do que todos, e não pode ficar na gaveta. E o relator, o ministro não podem pegar, pedir vista e ficar um ano com o processo na gaveta – concluiu Simon.
 

 

Agência Senado

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