Uma declaração dada pelo senador tucano Cássio Cunha Lima (PSDB) recentemente evidencia o nível de amadurecimento em torno da candidatura do seu filho o jovem Pedro Cunha Lima (PSDB) na disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Demonstrando bastante sinceridade, Cássio não pestanejou ao externar as capacidades do filho que deverá ser o herdeiro politico do grupo Cunha Lima.

 

“Pedro tem talento, Pedro tem espírito público. Quando meu pai (Ronaldo) estava vivo, ele já tinha identificado em Pedro esses predicados… Eu costumo dizer que Pedro herdou ao talento do avô e não puxou aos defeitos do pai”, enfatizou Cássio.

 

""O senador tucano confirmou que Pedro disputará um mandato de deputado federal no próximo ano.

 

“Ele é advogado, está fazendo um mestrado em Coimbra (Portugal), vai se qualificar, e na volta dele, ano que vem, acredito que ele estará, sim, com o nome posto para, tendo o apoio do partido, tendo o apoio do povo da Paraíba, poder oferecer-se como uma alternativa pra deputado federal.”, enfatizou.
Informações de bastidores obtidas pelo PB Agora dão conta que o senador Cássio Cunha Lima, já estaria firmando diversas dobradinhas politicas que beneficiarão Pedro em municípios sertanejos como: Bonito de Santa Fé (Sabino), Cajazeiras, Sousa e São José de Piranhas.

 

O PB Agora também soube que outros integrantes da família Cunha Lima também podem disputar as eleições em 2014: os vereadores Bruno Cunha Lima e Tovar Correia Lima (Campina Grande), hoje respondendo pela Chefia de Gabinete do prefeito de CG Romero Rodrigues (PSDB) e Artur Cunha Lima Filho (Cabedelo), o segundo genro de Fernando Catão e o terceiro filho de Artur Cunha Lima, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), são candidatos a deputado estadual no próximo ano.

 

INSPIRAÇÃO PARA PEDRO: a história política de Ronaldo Cunha Lima teve como palco principal a cidade de Campina Grande. Aos 23 anos ingressou na vida pública quando foi eleito vereador. Foram quase 50 anos de carreira política até a renúncia do mandato de deputado federal em 2007, último cargo público que exerceu. Ronaldo deixou o senador Cássio Cunha Lima, seu filho, como principal sucessor na política.

 

Ronaldo já assumiu cargos no legislativo e no executivo: foi deputado estadual por dois mandatos e em 1969 se elegeu prefeito de Campina Grande, mas teve seu mandato cassado pela ditadura militar. Em 1982 ele foi novamente eleito prefeito da cidade, pelo PMDB, e assumiu o cargo em 1983. No ano de 1990 foi eleito governador da Paraíba, cargo que deixou em 1994 para concorrer ao Senado Federal. Foi senador e em 2002 foi eleito deputado federal. Com problemas de saúde desde 1999, quando sofreu um acidente vascular cerebral, Ronaldo ainda ficou alguns anos na vida pública e deixou o Câmara Federal em 2007, quando exercia o segundo mandato.

 

""A eleição de 1990 foi marcante na trajetória política de Ronaldo. Ele foi derrotado no primeiro turno por Wilson Braga, que já havia governado o estado, mas no segundo turno virou o jogo e venceu com uma diferença superior a 100 mil votos.

 

Ontem, uma matéria publicada pela Filha de São Paulo, intitulada, Políticos ‘fichas-sujas’ apostam em parentes para manter o poder , o senador Cássio foi apontado como inelegível e com planos de lançar o herdeiro, Pedro Cunha Lima (PSDB), caso seja realmente barrado na justiça.

 

VEJA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA NOVAMENTE

Políticos ‘fichas-sujas’ apostam em pars paraente manter o poder

 

Impedidos de disputar as eleições no próximo ano, políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa têm um plano B: muitos deles tentarão eleger parentes e afilhados ao Legislativo em 2014.

 

Até quem diz que estará na disputa –todos ainda poderão brigar na Justiça para participar do pleito– já prepara algum herdeiro para o caso de ter a candidatura barrada. Em geral, os sucessores são jovens e disputarão a primeira eleição. Formado em direito, Pedro Cunha Lima, 25, filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), tentará vaga na Câmara dos Deputados.

 

"Sempre cultivei o sonho de me tornar professor, mas percebi que posso contribuir com a Paraíba", disse Pedro. Cássio Cunha Lima foi cassado quando era governador da Paraíba e está inelegível até o próximo ano. Eleito senador em 2010, só foi empossado no ano seguinte após o Supremo Tribunal Federal definir que a Lei da Ficha Limpa não teve validade para aquela eleição.

 

A regra que torna os políticos "fichas-sujas" inelegíveis começou a valer nas eleições municipais de 2012 e será aplicada pela primeira vez em 2014 nas disputas para presidente, governadores, deputados e senadores.

 

Pela lei, não podem se candidatar políticos condenados em decisão final, quando não cabem recursos, ou colegiada -mais de um juiz. Também fica impedido quem teve contas rejeitadas, mandato cassado ou renunciou para escapar de cassação.

 

A legislação não impede que parentes de "fichas-sujas" participem das eleições. Em 2012, alguns desses políticos que elegeram afilhados acabaram integrando as gestões ou mesmo exercendo os mandatos na prática.

 

"Seria um grande avanço se essas pessoas [com ficha suja] fossem proibidas de participar da administração", diz o juiz Márlon Reis, um dos autores da Lei da Ficha Limpa.

 

Em Rondônia, parentes do deputado Natan Donadon (ex-PMDB) e do senador Ivo Cassol (PP) preparam-se para seguir os padrinhos, que tiveram mandato preservado mesmo após condenados pelo STF, mas estão inelegíveis.

 

Preso há cinco meses, Donadon espera eleger o sobrinho Junior, 36, deputado federal. Donadon foi condenado a mais de 13 anos de prisão por desvio de recursos do Legislativo estadual.

 

Cassol, condenado a mais de quatro anos em regime semiaberto por fraude em licitações, quer ver a filha Karine, 23, na Assembleia de RO.

 

GERAÇÕES

 

Condenado no julgamento do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) prepara a volta do filho Fábio Corrêa Neto, 41. Advogado afastado da vida pública desde 2000, quando foi deputado estadual, Fábio poderá disputar para deputado federal.

 

Também trabalham para eleger sucessores o deputado federal João Pizzolatti (PP-SC) e o estadual José Riva (PSD-MT), ambos condenados por improbidade administrativa, e o ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por compra de votos, mas com esperança de reverter a decisão.

 

"É lógico que sou candidato, não há nada que possa impedir. Mas estou preparando meu filho para o Congresso, caso haja impedimento para a gente", disse Expedito.

 

Henrique Lima

PB Agora

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