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Sem-terra voltam a realizar manifestações em Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Sul

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Dois dias após promoverem ações em sete Estados e de invadirem um ministério em Brasília, integrantes de movimentos sem terra voltaram a fazer manifestações pelo país nesta quarta-feira. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) fez ações em Goiás e Pernambuco, enquanto a Via Campesina invadiu um banco no Rio Grande do Sul.

A ação ocorreu em uma agência do Banco do Brasil em Erechim (362 km de Porto Alegre). Sete integrantes da Via Campesina e do Movimento de Atingidos por Barragem foram presos. Eles impediram por duas horas o atendimento no local e a entrada e saída de clientes e funcionários. A invasão terminou por volta das 15h30 e cerca de 40 militantes foram detidos pela Brigada Militar.

A Via Campesina disse que 120 pessoas participaram e que o banco foi invadido para cobrar dos governos estadual e federal ajuda para pequenos agricultores que tiveram prejuízos com a estiagem no RS.

No interior de Pernambuco, cerca de cem famílias ligadas ao MST –lideradas por mulheres– invadiram um engenho em São José da Coroa Grande (140 km de Recife).

O movimento diz que um sem-terra foi morto na fazenda há cinco anos em conflito com seguranças. O MST reivindica a área, que fazia parte de uma usina que falida em 1988.

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) afirmou que uma vistoria preliminar indicou que a propriedade não pode ser destinada à reforma agrária por questões ambientais.

Em Goiânia (GO), integrantes do MST invadiram o prédio da superintendência do Incra. Participaram da ação, segundo o Incra, 80 sem-terra, mas o movimento diz que foram 400 integrantes. Eles cobram o assentamento de famílias acampadas pelo Estado.

A sede do órgão também foi alvo em Alagoas. Cerca de 200 sem-terra ligados ao MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) do Estado invadiram à tarde um escritório do Incra, em Maceió. O protesto durou cerca de duas horas e o trabalho foi suspenso.

Segundo a Polícia Militar, os manifestantes quebraram portas e placas e deixaram lixo espalhado. O escritório fica em um prédio onde estão instalados também outros órgãos federais. No final da tarde, os sem-terra deixaram o local e voltaram a um acampamento montado em frente ao edifício. A reportagem não conseguiu falar com líderes do MLST.

 

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