A campanha para governador está a pleno vapor. Os políticos diretamente envolvidos tentam desviar a atenção com frases surradas do tipo “não devemos antecipar a campanha” ou “estamos mais preocupados em governar (o Estado ou a prefeitura)”, ou ainda “é hora de união pela Paraíba”e blablablá. Tudo conversa fiada. Neguinho tá mais interessado em atropelar tudo e todos, ignorar acordos e partir pra conquistar eleitores. É “salve-se quem puder”.

    Essas mesmas figuras que dão essas declarações cavilosas à imprensa não deixam de fazer campanha. Vejamos: Ricardo Coutinho esteve no final de semana em Cabaceiras para “discutir políticas públicas para a juventude” e chegou até anunciar o projeto “Empreender Jovem”. Com postura de candidato ao governo, não de prefeito da Capital. Aliás, candidatíssimo, apesar de tantas vezes ter negado isso durante a campanha para reeleição no ano passado. Enquanto isso, o governador José Maranhão escala o deputado Wilson Santiago para assediar prefeitos do sertão visando a eleição do próximo ano. Veneziano Vital vai tentando uma missão impossível: tornar a imagem de Maranhão mais simpática aos campinenses. Cícero Lucena organiza seu exército para ocupar terrenos. O único que disse que era mesmo candidato e que estava em campanha foi Efraim Morais.

    Estão todos com pressa, sem conseguirem esconder a urgência urgentíssima em sair na frente, figurar como o “primeiro da lista” nas pesquisas de opinião pública que certamente já começam a encomendar para consumo interno.

    A campanha começou antecipadíssima e não adianta ninguém querer usar frases de efeito para despistar o que está muito claro para todo mundo.

    Que a Justiça Eleitoral continue atenta, muito atenta nesta próxima eleição. Há fatos da eleição passada para prefeito, em todo o Estado, que ainda estão carecendo de muitos esclarecimentos.

    Claro que ainda estão longe os prazos que são contados como “período eleitoral” e, portanto, qualquer exagero de prefeitos ou do governador não são computados como campanha antecipada ou abuso de poder econômico. Mas isso não é motivo para que juízes eleitorais e o povo não fiquem atentos.

    Todo cuidado é pouco. Na próxima eleição, não tem nenhum tolinho disputando o governo.
 

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