O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) defendeu nesta terça-feira 3 no plenário do Senado Federal a manutenção dos Correios e Telégrafos no quadro das empresas estatais. O parlamentar criticou o surgimento de “manobras privatizantes” em torno da ECT desde a queda da diretoria da empresa, na semana passada.
“Mesmo sabendo que atualmente as encomendas já estão privatizadas, a demissão da diretoria reacendeu a discussão em torno do assunto”, declarou o senador, que acrescentou:
“Alargar o espectro privatizante, de modo a transferir para iniciativa privada uma empresa que orgulha a nossa história econômica, num ano em que ela vem batendo recordes de faturamento, corresponde dar de mão beijada um patrimônio que pertence ao povo brasileiro”, disse Cavalcanti.
“Em nenhum momento podemos abrir mão dessa organização que é constantemente cobiçada pelos arautos da privatização. Seria um grande erro ceder o controle de uma empresa que é referência mundial e que contribui de maneira importante para o desenvolvimento e a integração de nossa sociedade”, completou.
O senador reconhece que são necessários aperfeiçoamentos da logística, destacando melhorias na frota aérea e licitações de franqueados. Mas, para o parlamentar, seguir o rumo da privatização, ao invés de desistir de correções pontuais, “seria como exagerar na dose do remédio para erradicar a doença mesmo que a custa da vida do doente”.
Homenagens
O senador também homenageou a categoria profissional dos carteiros. Ele informou que, em todo o Brasil, os Correios contam com 50 mil carteiros -, responsáveis pela entrega de 40 milhões de objetos por dia. Ele lembrou que 8,22% dos carteiros são mulheres.
“Sem dúvida alguma, ele é um importante agente popular no processo de intercâmbio de informações, em um País de dimensões continentais”, destacou.
“Só na Paraíba, a Empresa de Correios e Telégrafos emprega 1.480 trabalhadores, cerca de 500 deles são carteiros. Para realizar a nobre missão que lhe é confiada, conta com um moderno complexo operacional em João Pessoa (recepção e triagem) e Centros de Distribuição Domiciliar, estrategicamente localizados de modo a operacionalizar a setorização dos carteiros nos bairros”, acrescentou.
Roberto Cavalcanti disse que existe uma grande demanda reprimida no setor e que a deficiência observada na oferta diária dos serviços, especialmente nos bairros mais pobres, ocorre pela falta de mais carteiros.
Ele assinalou que foi autorizada a realização de concurso público a ser realizado no próximo dia 19 de setembro, mas como haverá eleições este ano, a contratação só poderá ser feita após aposse do novo governo.
“O que, na prática, implica a prorrogação do caos pelos próximos seis meses”, lamentou.
Assessoria
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