O senador Roberto Cavalcanti (PRB) voltou a alertar nesta terça-feira 13 para o risco de apagão logístico no País, especialmente no setor portuário, em função dos baixos investimentos em infraestrutura. O parlamentar defendeu a ampliação do leque de obras previstas no Plano de Aceleração do Crescimento- PAC.
Citando dados do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), Cavalcanti apontou a necessidade de execução de 265 obras nos portos do País. O PAC prevê apenas 51.
“O estudo apresenta uma lista de obras consideradas urgentes, inadiáveis, imprescindíveis ao bom desempenho do setor portuário – obras com um custo total estimado de 42 bilhões de reais”, aponta. Segundo ele, porém, o orçamento previsto para o setor não ultrapassa R$ 10 bilhões.
“Na área de dragagem e derrocamento são necessárias 46 obras, que custariam 2,3 bilhões de reais. Delas, foram incluídas no PAC 19, com um custo estimado de 1 bilhão e meio”, acrescenta.
O parlamentar diz que o apagão logístico pode se estender ainda às rodovias e ferrovias. “Das 45 obras que se fazem necessárias, estão no PAC somente 14. Para executar todas as obras previstas, precisaríamos de 17,3 bilhões de reais. No PAC, temos 6,7 bilhões”, ilustra.
Descompasso
O senador, que integra a base aliada do presidente Lula, disse que o esgotamento da infraestrutura é resultado de uma “herança bendida”.
“É fruto deste crescimento formidável que estamos experimentando nos últimos anos”, diz.
Ele teme, porém, que o descompasso entre a capacidade de produção e o suporte logístico possa comprometer a economia do País já nesta década.
“Diz o Ipea – e observe que se trata de um órgão do próprio Governo –, que, se o Brasil crescer no patamar de 4% a 5% ao ano pelos próximos cinco anos, viveremos um verdadeiro apagão logístico”, alerta o parlamentar.
Para Cavalcanti, dois obstáculos travam os investimentos em infraestrutura: um deles é a burocracia. O outro é o volume de recursos.
“Os Investimos em infra-estrutura são de apenas 2% de nosso Produto Interno Bruto”, revela o senador, que compara: “Isso significa um terço do que é investido pela China e metade do que é investido pela Índia”.
“Logo, é preciso que o próximo Presidente da República esteja comprometido com a idéia de aumentar a musculatura do PAC, mediante a injeção de recursos complementares, de modo a permitir a eliminação dos principais gargalos da infra-estrutura portuária”, completou.
Redação com Assessoria
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