O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) admitiu a possibilidade de apoiar a pré-candidatura do atual governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Durante entrevista à rádio CBN Paraíba nesta quarta-feira (20), o pré-candidato a deputado federal afirmou que vai respeitar e seguir a posição do Diretório Estadual do PT, que decidiu prestar apoio à atual gestão estadual.
Apesar do possível alinhamento, Ricardo deixou claro que defendia o lançamento de uma candidatura própria no primeiro turno.
“A minha percepção era que nós, no primeiro turno, lançássemos uma candidatura. Ninguém respondeu às minhas indagações, essas duas. Porém, o Diretório Estadual se reúne e presta um apoio ao atual governante, ao atual governador Lucas. Enfim, eu vou seguir o que o partido disser”, declarou.
Durante a entrevista, Ricardo também reforçou que pretende concentrar esforços na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na própria candidatura à Câmara Federal e no apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
“Vou focar na campanha do presidente Lula, na minha campanha, vou focar no apoio à candidatura de Veneziano, que eu acho importante. Veneziano cumpriu com aquilo a que se dispôs e é preciso que a gente possa colocá-lo novamente dentro do Senado”, afirmou.
Ao falar sobre a formação da chapa majoritária e a disputa pelo Governo do Estado, Ricardo demonstrou cautela e voltou a enfatizar que respeitará as decisões partidárias.
“Não tenho realmente pressa pela segunda vaga (para o Senado), e muito menos pela disputa ao governo. Na verdade, eu não acredito. Eu vou respeitar a posição do partido, mas eu sou obrigado a dizer. Tenho 65 anos, tenho uma caminhada que não é pequena. Preciso ser coerente com aquilo que eu penso e dizer aquilo que eu penso. Eu vou respeitar a posição do partido, não posso ficar lutando por algo que não existe”, pontuou.
Coutinho ainda afirmou que a definição política deverá passar pela decisão do presidente Lula e da direção nacional do PT.
“Isso vai ficar para trás quando o presidente Lula bater o martelo e quando a direção nacional bater o martelo”, concluiu.
PB Agora