Renúncia de RC na PMJP pode gerar racha das oposições e isolamento político do PSB em 2010
O pleito estadual em torno da disputa ao Governo do Estado pode ganhar mais um capítulo com a renúncia do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) da administração municipal. Em uma análise feita por um marqueteiro, a saída de RC poderá implicar em “isolamento político full”.
A perspectiva está ilustrada em artigo no Blog do Dércio. No texto, o autor revela que o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), poderá, a qualquer momento abandonar o socialista e seguir por outro caminho. Ainda o ano passado, toda a bancada do PSB na Câmara Federal e também na Assembléia Legislativa se uniram para abandonar o prefeito Ricardo Coutinho. Agora sem representatividade no Congresso e na AL, Ricardo se agarra nos seus algozes do DEM e do PSDB para uma disputa ao Governo do Estado.
Confira o artigo do Dércio
PLANO B
Estratégico, Cássio atraiu Ricardo Coutinho para uma arapuca e agora se prepara para o golpe final: isolamento político full
Voltemos no tempo até o dia seguinte àquela sessão do TRE que cassou o então governador Cássio Cunha Lima. Era o início do segundo semestre de 2007 e todos ficaram surpresos com a decisão daquela Corte, pois cassar um governador não é ato corriqueiro.
Pelos corredores do TRE Harrinsson Targinmo mantinha Cássio informado; na mente do governado um olhar de lince lá no futuro, avançando dois anos à frente até o pleito de 2010.
Ao avaliar os cenários Cássio vislumbrou o perigo de uma chapa composta por Maranhão, Ricardo e Veneziano.
Calculou o tempo restante com mandato a partir da eficácia da advocacia protelatória e começou a agir.
O cenário mudou e a estratégia também. Esboçou e reesboçou planos e chegou à conclusão que a única maneira de se eleger senador e voltar ao Palácio da Redenção em um intervalo de seis anos era ampliando desde aquela data as gentilezas com o prefeito de João Pessoa, alimentando o seu ego até a cartada final, separando-o daquele bloco peemedebista.
Cássio viu que poderia perder a eleição para o Senado e a única maneira de adequar sua estratégia era afastar Ricardo da disputa com o argumento de que o apoiaria para o governo.
Dito e feito. Atraiu Ricardo Coutinho para um corredor polonês formado por partidos de sua base e, aos poucos, vem afastando um por um até chegar ao target do seu plano: o isolamento político de Ricardo, o único que poderia afastá-lo do Palácio por oito anos ou até mais.
Nessa lógica, apesar do ódio, Maranhão é menos maléfico, pois tem prazo de validade, só ficará quatro anos e realimentará a gangorra política. Já Ricardo significaria o rompimento da dualidade, o que para Cássio é um prejuízo indesejável.
Não se enganem, Cássio comemora cada mancada de convivência em grupo do prefeito de João Pessoa, mas sangue frio e solícito segue dando força para ele deixar a PMJP e perder a eleição, pois só assim ficará fragilizado e não será páreo pra ele em 2014.
Nesta lógica, saem PSDB, PTB, PP e os comunistas. Fica o DEM pesadíssimo de Efraim e no máximo o PPS e um ou outro cacareco.
Obviamente, o que escrevi é apenas conjectura, mas percebam como se aproxima do real.
Redação
