Eu já falei, aqui, sobre o futuro da união entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima. Esta união nasceu da vontade de Ricardo de ser governador com a necessidade de Cássio de derrotar José Maranhão. A partir de então, cada um tratou de causar insatisfações e satisfações entre os seus, para consolidar o que os dois queriam. E deu certo. Para ambos, claro.

Estiveram muito unidos durante a campanha, estão agora e pretendem permanecer. Até quando é que ninguém sabe. O colega Clilson Júnior aposta que os dois permanecerão unidos por muito tempo. A não ser que… (é só ler o blog dele).

Eu aposto da seguinte forma: eles permanecerão unidos sim. Desde que cada um tenha discernimento suficiente para a convivência. É como um casamento. Você ama a sua esposa – ou esposo – compartilha as alegrias e tolera as diferenças. No caso da política, a tolerância das diferenças depende de uma equação de interesses.

Na mídia, Ricardo e Cássio transmitem a idéia de que a comemoração já passou, mas o governo ainda não começou. E Ricardo já disse, em entrevista, que só vai discutir formação do secretariado depois do resultado final do trabalho da comissão de transição. Ledo engano. O governo, efetivamente, começará em 1.º de janeiro de 2011, mas a formação da equipe já começou faz tempo…

Há muitas especulações neste momento. Os indicados de Efraim Moraes, de Cássio e de outros aliados de menor cacife, são hoje, apenas, objeto de especulações, nada de concreto. Qualquer nome que apareça na mídia será resultado de um exercício de ‘especulosofia’, nada mais.

A exceção a este pensamento vem do trabalho desempenhado pelo presidente do PSB em Campina Grande, Fábio Maia que, caladinho, foi um dos grandes expoentes da vitória de Ricardo em Campina. Com ligações extremas com professores, estudantes e membros de entidades de classe, Fábio Maia – operoso como ele é e como poucos o conhecem – fez por onde merecer toda a atenção de Ricardo na formação de sua equipe de auxiliares em Campina. E os indícios apontam para tal, é só esperar…

Sendo assim, à exceção da atenção de Ricardo para com Campina Grande – via Fábio Maia – não tem como mensurar, a título de hoje, como deverá ser a relação futura de Ricardo com seus ‘aliados de primeira hora’ (leia-se Cássio e, até mesmo, Efraim). Pode ser que Ricardo e Cássio estejam, neste momento, dando risada de tudo o que se especula. Ou pode ser que estejam, realmente, num mar de desconfianças. Quem sabe???

O silêncio aparente de Ricardo e a indiferença aparente de Cássio ao assunto ‘formação de equipe de governo’ reforçam a nuvem de fumaça que cobre o que há, hoje. De qualquer forma, o que se pode tirar disso tudo é que a união entre Ricardo e Cássio será do tamanho da atenção do primeiro, versus o tamanho do desprendimento do segundo – e vice-versa.

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