PT paraibano quer a cabeça de outros supostos ‘bolsonaristas’ que continuam em cargos federais no estado

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A nomeação do novo superintendente estadual dos Correios na Paraíba Jackson Silva Henrique, gerou bastante polêmica, pois para o presidente estadual do PT, Jackson Macêdo, a indicação teria sido do senador eleito Efraim Filho (União Brasil), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e o mesmo indicado teria participado de atos antidemocráticos, mas o pedido de guilhotina do dirigente petista não parou aí, a direção estadual do PT também quer mudanças urgentes na direção do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da UFPB, pelo mesmo motivo.

Segundo a direção do PT paraibano, o superintendente e o gerente administrativo do HU, Marcelo Tissiani e Fábio Lopes, respectivamente, teriam participado de atos antidemocráticos em frente ao Grupamento de Engenharia, do Exército, em João Pessoa, em apoio ao ex-presidente Bolsonaro (PL). O portal buscou nas redes sociais de ambos fotos em atividades que reforcem esse apoio, mas não achou.

No tocante a indicação para os Correios, Jackson Silva Henrique, seria servidor da empresa que até então atuava como gerente de Região de Atendimento em Campina Grande, e antes disso como carteiro, foi nomeado para dirigir a empresa. O problema é que Jackson Silva seria um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e teria participado, inclusive, de manifestações contra a eleição do presidente Lula (PT) no quartel do Exército em Campina Grande.

De acordo com o presidente estadual do PT, Jackson Macêdo, a indicação teria sido do senador eleito Efraim Filho (União Brasil). O dirigente acredita que é importante trazer senadores e deputados de outros espectros políticos para ajudar na governabilidade, mas é preciso um filtro para evitar nomeações de bolsonaristas da “linha de frente”.

“Tem que ter um filtro. Nós não podemos aceitar que figuras de proa, bolsonaristas de linha de frente, que acamparam na frente de quartel, que ajudaram financeiramente atos golpistas, que participem desse governo porque aí é uma contradição política. A ampliação dessa base é importante, trazer deputados e senadores para a nossa base, para garantir a governabilidade é importante, mas não podemos aceitar que não tenha um filtro mínimo nessas indicações”, observou em entrevista à Rádio Arapuan FM.cEfraim negou que a indicação tenha sido sua, mas sim do União Brasil e lembrou que o partido comanda o Ministério de Telecomunicações do governo do presidente Lula (PT).

Da Redação

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