A cidade de Sapé localizada na Zona da Mata paraibana, que é conhecida como a terra dos Abacaxis, é palco de mais um episódio que se tornou folclórico e envolve uma queda de braço entre dois lideres no município – um político e um religioso.

O PB Agora tomou conhecimento de que o clima é de acirramento entre o prefeito Roberto Feliciano (PSB) e o padre Edvaldo. Tudo por conta da postura do prefeito que tentou retaliar o padre Edvaldo por não rezar na sua cartilha e centrou fogo numa festa tradicional de Sapé, que são as comemorações alusivas a padroeira da cidade Nossa Senhora da Conceição.

O evento está sendo feita de uma maneira improvisada por conta do imbróglio envolvendo o prefeito Roberto Feliciano e o padre Edvaldo.

 

Segundo o vereador oposicionista Jojó (DEM), os admiradores da festa de Nossa Senhora da Conceição, que tradicionalmente tinham um espaço reservado em frente à igreja para frequentar as barracas, levar as crianças para o parque e assistir a missa campal, veem um espaço que foi utilizado por diversas gestões ser prejudicado por conta de embates políticos.

Nossa reportagem também soube, que o nível de distanciamento entre o padre e o socialista é tão grande que se quer o prefeito compareceu à solenidade de asteamento da bandeira para oficializar o inicio das festividades na cidade, tendo determinado que o seu vice-prefeito, Edson do PT, o representasse.

 

“Diversas crianças estão se arriscando, porque o prefeito não quis fazer o isolamento do trânsito para que a festa fosse realizada com tranquilidade. O risco é enorme e a quantidade de automóveis é muito grande. É um absurdo essa queda de braço que só faz prejudicar a nossa população que não pode assistir à missa com tranquilidade por conta do barulho dos carros e o risco de acidentes, pois uma criança que brinca no parque pode ser vítima”, desabafou o parlamentar.

 

Conforme relato do vereador Jojó, a ‘guerra santa’ já foi parar na Justiça. Os advogados da Diocese já ingressaram com uma ação para que o prefeito discipline o trânsito e atenue os transtornos promovidos pela mudança.

 

O PB Agora também tomou conhecimento de que o padre Edvaldo e o prefeito Roberto Feliciano já teriam se sentado para tentar um consenso, porém Roberto teria dito ao padre que quem manda em Sapé é ele. O relato do episódio foi feito pelo próprio padre durante missa esta semana.

Sabe-se que as comemorações da festa da padroeira de Sapé irão até o próximo domingo (8), enquanto isso, o prefeito e o padre continuam em rota de choque e a grande prejudicada continua sendo a população, que acompanha perplexa um mau exemplo dado por figuras que deveriam servir de exemplo de civilidade para o restante da sociedade.

 

Afinal de contas, todos perdem quando um padre e um prefeito decidem duelar publicamente.

Sapé convive e tenta descascar mais um abacaxi, apelido este muito bem empregado a um município que tem tido muita falta de sorte com os gestores públicos.

É válido lembrar que o ex-prefeito de Sapé, João da Utilar, chegou a ser preso na Operação Pão e Circo da Polícia Federal.



Henrique Lima/ Márcia Dias

PB Agora

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