Para Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, o PMDB está na oposição e no governo, qualquer que seja o governo. Nesse sentido, “o PMDB é o partido mais forte do mundo”, afirma ele. O partido não seria apenas o “fiel da balança”, como acontece com outros partidos do mundo, como também expressa a “zona de indistinção” entre PT e PSDB, que polarizam a política brasileira.

Nobre é autor do texto “Indeterminação e estabilidade – Os 20 anos da Constituição Federal e as tarefas da pesquisa em direito”, publicado na edição mais recente da revista Novos Estudos, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O texto defende que o processo constituinte foi marcado por uma intensa e influente participação da sociedade civil e pela ausência de um bloco hegemônico. “Daí o caráter abrangente e detalhista do texto constitucional”, explica. Esse aspecto “contraditório” teria, por ajudado a dar legitimidade e vitalidade à Carta.

Nesta entrevista ao UOL Notícias, da qual também participou o jornalista Flávio Moura, editor da revista Novos Estudos, Marcos Nobre falou sobre a permanência do PMDB depois da democratização, de José Sarney e da Constituição de 1988.

 

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