A Paraíba o tempo todo  |

Partidos negam irregularidades em doações recebidas da Camargo Corrêa

CONTEÚDO CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Partidos e os políticos citados nas investigações da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, negaram nesta quinta-feira (26) que tenham recebido doações ilegais da Construtora Camargo Corrêa. Quatro executivos da empresa, uma das maiores empreiteiras do Brasil, foram presos nesta quarta-feira (25), sob suspeita de terem feito remessas ilegais de dinheiro para o exterior. No total, dez pessoas foram presas pela Polícia Federal.

No mesmo dia, o juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, revelou que o relatório da PF mostra que no esquema investigado “constaria distribuição de dinheiro a diversos partidos, como PPS, PSB, PDT, DEM e PP”. Segundo ele, também são citados o PSDB e o PS, que não aparece na lista de partidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente do partido no Pará, mostrou nesta quinta-feira cópias de duas transferências bancárias –cada uma de R$ 100 mil– feitas pela Construtora Camargo Correa na conta do diretório estadual.

 

Ele afirma que o dinheiro foi para a campanha de candidatos a prefeito no ano passado. “Com recibos eleitorais e prestação de contas junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Tudo dentro da transparência e da legalidade como age o PSDB.”

O deputado Jáder Barbalho, presidente do PMDB do Pará, confirmou ter recebido R$ 300 mil da empresa, para a campanha municipal. Por telefone, disse que a doação foi feita em conta bancária e que está registrada na Justiça eleitoral.

O senador José Agripino, do Democratas, mostrou cópia do recibo de uma doação de R$ 300 mil para candidatos a prefeito, no Rio Grande do Norte. “A doação legal, mediante recibo, em valor compatível com o que o doador pode dar. Por que a citação ao meu nome? Porque eu sou líder de oposição? Porque eu combato o governo? Nem vem que não tem. Quem não deve não teme.”

O ex-candidato a prefeito do Recife, Mendonça Filho, do DEM, disse que não recebeu R$ 100 mil, e sim R$ 300 mil, e que o dinheiro foi doado ao partido.

O DEM vai pedir acesso aos documentos apreendidos na Operação Castelo de Areia. Para o Democratas, a investigação deveria se concentrar na suspeita de superfaturamento em obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, construída pelos governos do Brasil e da Venezuela. O caso é investigado pelo Tribunal de Contas da União.

O DEM criticou a divulgação das doações, feita pelo juiz Fausto De Sanctis. “Eu acho que a divulgação parcial e o enfraquecimento de partidos políticos são sempre um viés político de quem não acredita na democracia brasileira.

Outros três partidos –PDT, PSB e PP– negaram o recebimento de doações ilegais. Já o PPS negou ter recebido qualquer doação da construtora e acusou o governo Lula de fazer uso político da Polícia Federal.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, respondeu à crítica. “As pessoas atribuem a culpa à Polícia Federal e não eventualmente a uma conduta equivocada –não estou dizendo que houve neste caso, sinceramente, porque eu não conheço–, mas nunca avaliam a conduta equivocada que podem ter tomado em algum momento. Esquecem que a Polícia Federal só investiga fatos e o faz sob o controle do Ministério Público e às vezes, como nesse caso, sob o controle do Tribunal de Contas da União.”

 

 

G1

CONTEÚDO CONTINUA APÓS PUBLICIDADE
    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe