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Opinião: Para ter voto na Paraíba, o ex-presidente Lula não depende de João Azevêdo

Todo apoio político tem lá a sua importância. Ainda mais se tratando de uma candidatura majoritária.

Para uma candidatura presidencial, mesmo que este apoio não arraste reforço popular, ainda assim pode agregar prestígio ao candidato em determinada região, município ou Estado. Principalmente partido de um governador de Estado.

Convenhamos, entretanto: Na conjuntura atual, na Paraíba não é bem assim. A parcela do eleitorado inclinada a votar no ex-presidente Lula à Presidência da República, certamente o fará independe da vontade e de que lado esteja o governador João Azevêdo.

Perdas e ganhos
E vamos combinar: João Azevêdo teria mais a ganhar com o apoio do ex-
presidente Lula, do que este teria com o apoio do governador da Paraíba.

Surfar na onda Lula tem sido sempre vantajoso; as pesquisas qualitativas têm mostrado isso. Tanto é assim que até candidatos bolsonaristas quando não tentam descolar da marca desgastante do bolsonarismo, se insinuam “abertos ao diálogo” com Lulinha paz e amor…

Em épocas passadas, todos lembram, o então candidato a governador Cássio Cunha Lima, mandou instalar comitês Cássio-Lula, embora o seu partido, o PSDB, tivesse candidato próprio à Presidência: José Serra. A onda Lula é leve.

Na conjuntura atual, a candidatura de João Azevêdo à reeleição, ai sim, teria algo a perder, se porventura ele resolver não apoiar Lula para a suceder a Jair Bolsonaro.

O motivo é simples: Lula carrega consigo a fidelidade canina de uma parcela considerável do eleitorado, especialmente no campo progressista, que, de maneira nenhuma, negará fogo a uma eventual orientação do seu líder.

Sem ameaça

Certamente o ex-presidente Lula não está cacifado ao ponto de sua influência decidir uma eleição na Paraíba. Claro que não; e aquela em que José Maranhão perdeu para governador, mesmo com o pedido de Lula para que o eleitor votasse nele, foi emblemática.

Mas também é provável que, sem o apoio de Lula, Maranhão tivesse tido uma votação menor ainda, o que poderia se repetir, agora, caso João Azevêdo decida não apoiar Lula para presidente.

Só lembrando que, em quaisquer circunstâncias – a menos que aconteça uma reviravolta no cenário da política paraibana – a reeleição de João Azevedo parece favas contadas.

Reeleição garantida, mas muito mais por incompetência das oposições, que só batem cabeça, do que propriamente pela habilidade política do governador Azevêdo.

Para João Azevêdo, com Lula será melhor; sem Lula, um pouco menos, mas nem tanto que possa prejudicar a sua reeleição.


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