Por pbagora.com.br

De golpe o PT entende. Em 2016 alardeou pelos quatro cantos que a então presidente Dilma foi alvo de tal artifício. Quatro anos depois, agora nas eleições municipais de 2020, o PT Nacional, que era contra o golpe, é acusado de dar um golpe no diretório municipal do partido em João Pessoa decidindo por uma intervenção temporária até o final das eleições para poder beneficiar outro partido – o PSB.

Abertamente o PT Nacional não classifica como golpe a atitude do PT de João Pessoa em se negar a obedecer a orientação. Contudo, como uma retaliação da municipal às determinações da nacional poderia ser classificada?

Afinal, quem golpeou quem?

O PT Nacional golpeou o PT municipal ao desmanchar toda a preparação do partido para as eleições 2020? Ou o PT municipal golpeou a nacional ao agir com insubordinação ao se negar a acatar às orientações da Nacional?

Não é segredo que o PT Nacional, por meio de seu estatuto, já havia batido o martelo de que em cidades com mais de 200 mil habitantes seria a nacional responsável por decidir os destinos do partido. A municipal compreendeu, acatou, articulou e, por mérito próprio, conquistou uma aliança com PCdoB. No entanto, o PSB, que até então estava fora do debate, que ignorou os apelos da esquerda para entrar no debate político, de última hora, resolve se lançar no páreo e exige que PT e PCdoB se curvem à agremiação. As siglas se negaram. Deram andamento a homologação do registro de candidatura à PMJP e colocaram o bloco na rua.

Peitaram não só Ricardo Coutinho, mas também o PT Nacional. O desgaste é inevitável. A Nacional do PT, que não vive a realidade da Capital, prefere depositar suas expectativas na candidatura de outra legenda e cultivar um mal estar com os seus filiados e futuros cabos eleitorais de 2022. Enquanto isso Ricardo, não faz o mínimo esforço para apaziguar o dilema.

No meio de tudo isso há um eleitorado com o discernimento golpeado. Se nem mesmo a esquerda consegue se definir, como se definir por alguma opção da esquerda? Nesse cenário o centro e a direita é que vibram e caminham para cavar sua vaga no segundo turno do pleito.

 

Márcia Dias
PB Agora

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