Por pbagora.com.br

Olá leitor! E quando posso, vou além dos meus limites para uma interlocução ativa. E digo: o que escrevo, não é a verdade absoluta, pois se assim fosse, seria a nossa Terra uma grande ave, repetitiva e “verdadeira”. Todos falariam as mesmas palavras. Um “Tempo Moderno” de Chaplin só que em verbos, não em ações mecânicas e repetitiva.

E aqui lembro, e a maioria sabe, sobre a propaganda nazista e do fascismo. Falavam elas, de voz louca e rouca , que o mundo pertencia a arianos e italianos. Hitler e Mussolini, os “grandes”, diziam tais loucuras. Ao longo das suas histórias explicavam serem deuses. Claro, isso vinha da voz posterior dos suicidas e genocidas. Ambos falavam para seus adoradores que eram de “raças superiores”. Pura teoria da conspiração. Um choque anafilático sofrido por outros povos, principalmente os judeus.

E aqui falo da máquina de propaganda do Terceiro Reich. Ela se nutria de boatos, mentiras e notícias falsas, sem falar no caráter belicoso do chamado Eixo, que ainda tinha como aliado o Japão.

A mais incrível dessas mentiras levou a Alemanha a invadir a Polônia. Era o início da Segunda Guerra Mundial. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Com essa frase, o ministro de propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels resume a consequência trágica das notícias ilegítimas”, o que hoje é chamado de fake news.

Bem, notícias falsas, em um mundo totalmente digitalizado, são como ervas daninhas. Nascem em qualquer parte. E aqui vejo uma mentira muito rasa. Algo que posso, com respeito, considerar patético e até infantil. Como os ex-aliados do prefeito Luciano Cartaxo acreditaram em seus contos? O mais ridículo é que o Partido Verde, que ele está à frente, é protagonista das eleições municipais. Só essa agremiação partidária e ponto final.

Nem Goebbels acreditaria nessa mentira e, der certa forma, nem o haraquiri estaria em tal “fórmula” suicida. Para efeito de esclarecimento,o processo japonês de retirar a própria vida significa algo como “cortar a barriga”. É uma forma vulgar de se referir ao seppuku (“cortar o ventre”).

A expressão mais nobre para esse tipo de suicídio. O ritual fazia parte do código de ética dos samurais, grandes guerreiros nipônicos do passado. Mas Cartaxo, pelo que saiba, não tem um só parente do país do Sol Nascente. Pelo que sei ele é Sousa e acho eu; nunca teve iniciação nas artes marciais japonesas.

Mas então, qual seria o motivo de Cartaxo não firmar alianças e preferir o “suicídio” político?

Luciano Cartaxo perdeu seus aliados por ser ególatra e mal assessorado. Definitivamente só existem essas explicações. Foi ele um vereador “insosso”. Lembro bem de quando foi eleito parlamentar. Era seu pai meu vizinho. O orgulho da família. Tinha tudo para ser um grande político. Mas não foi, a ponto do seu primeiro mandato no Parlamento Mirim ser chamado, de forma jocosa, pela imprensa , de “Cigano Igor”.

Para os mais novos explico: Explode Coração foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 6 de novembro de 1995 a 4 de maio de 1996. E tinha uma personagem chamado “Cigano Igor”. Ator péssimo, só falava uma frase no folhetim: :Sim Dara”! Apenas isso. É uma caricatura até hoje ( mais de duas décadas depois) como ninguém na dramaturgia.

E Cartaxo é ninguém?

É claro que não! Apesar de parte da sua gestão seja contestada por órgãos reguladores municipais, estaduais e federais, fez algumas obras relevantes para João Pessoa. Mas errou muito mais que acertou, especialmente na seara política.

Cartaxo, o louco e o ki suco

Bem, sou do tempo da Barsa Enciclopédia. Meu pai enchia toda uma prateleira anualmente, além do icônico Almanaque Abril. Confesso: naquele tempo educação era para poucos. E eu nem sabia. Preferia estar na cantina do colégio comendo pastel com ki suco. E assim é a gestão de Cartaxo. Foi reprovada por não estar presente em sala de aula. Preferiu a comilança.

Cartaxo, o louco?

Bem, se for eu mostrar todos os supostos projetos de Luciano Cartaxo, que vai desde a falência do bloco carnavalesco Picolé de Manga até sua desistência ( de última hora) a governador do Estado em 2018, é difícil compreender. Trata-se de um caldeirão recheado de loucuras e temeridades.

Ex-aliados deixam Cartaxo na berlinda e deputado estadual Eduardo Carneiro joga a pá de cal

Vou imaginar um cenário de amplidão política. Nunca fui ninguém. E de repente, há oito anos, forças contrarias ao então poderoso governador Ricardo Coutinho (PSB) se rebelaram. Vale um adendo: todos migraram para o núcleo do então candidato a prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que foi ex-braço direito do chefe do Executivo da Paraíba.

Pois bem. Venceu as eleições e rompeu com todas as forças políticas que o apoiram. Eu disse todas. Caso emblemático reside nos seus vice-prefeitos Nonato Bandeira e Manoel Júnior. Esse ultimo foi para o sacrifício com uma eleição praticamente ganha para deputado federal. Os dois foram traídos. Assim posso dizer.

E hoje, o que é Cartaxo?

Um prefeito que vai enfrentar uma série de perguntas (no mínimo) no Tribunal de Contas da União, no Tribunal de Contas do Estado, não descartado uma ida rapida ao Supremo Tribunal Federal. Mas isso é para adiante, na esfera do Judiciário.

E politicamente? Acabado está Cartaxo. Rompeu com todos numa obsessão descomunal. E aí bem minha pergunta. Esse rapaz tem assessores? Presumo que sim. Conheço um bocado, a exemplo do que toma conta da Comunicação. Mas nada ele pode fazer.

Partidos isolam Cartaxo

Vamos contar, analisar, ou apenas ler; concordar ou discordar

No início da segunda gestão Cartaxo ele tinha como aliados PSDB, PRTB, Solidariedade e PP. O último a deixar a embarcação foi o PRTB, e com grande argumentação. Disse um dos deputados estaduais mais atuantes da Assembleia Legislativa da Paraíba em tom de desabafo e indignação.

Falo de Eduardo Carneiro, que não mais aguentou ser “escudeiro” de uma gestão equivocada:

“Eu acho que é necessário a alternância de poder em toda e qualquer esfera, isso é extremamente importante. Está se encerrando um ciclo, está se fechando, que é o ciclo da prefeitura de João Pessoa com a gestão Cartaxo, chega há oito anos de administração e nós queremos debater e discutir o que avançou, o que não avançou, temos críticas, sugestões, questões a parabenizar, mas, precisamos mais. Precisamos debater mais, discutir mais. O PRTB decidiu deixar todo e qualquer cargo que tem na gestão, estamos deixando à disposição, para ficar livre e confortável para poder a partir do momento propício iniciar as discussões e tratativas com relação às eleições municipais que se avizinham.. Portanto, o partido hoje não faz parte da gestão Cartaxo. Ele sem dúvida nenhuma vai vencer esse momento de pandemia, estamos buscando a retomada da economia que possa dar uma sobrevida aos empregos, estamos fortes nessa discussão”, disse.

E Carneiro está certo. Passaram-se oito anos. Hora de renovar. O povo está esgotado. Chega de déspotas. Aqui vai meu ponto para o deputado. Talvez a sociedade também pense assim.

 

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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