OPINIÃO: Nilvan finge lapso e adota argumentos petistas para defender governo Bolsonaro após prisão de Milton Ribeiro

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A declaração transcrita abaixo poderia muito bem ter sido escrita na época dos governos de Lula e Dilma Rousseff, do PT, quando escândalos de corrupção vieram à tona nas gestões petistas. “Ah, mas é porque agora a PF tem autonomia para investigar, antes não tinha.” Mas, não é. A declaração é do pré-candidato a governador Nilvan Ferreira (PL), bolsonarista de carteirinha, e ávido combatente da corrupção em seus discursos.

“A diferença desse governo para os governos passados, é que agora o Presidente incentiva que tudo seja investigado e quem estiver envolvido em coisa errada, que pague pelo crime que cometeu! No governo do PT todo mundo sabe como funcionava. O governo protegia os bandidos!”

A fala dele é no contexto da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, nesta quarta-feira (22), durante operação da PF. Milton é suspeito de corrupção e tráfico de influência. Em português claro: de ter transformado o MEC em um balcão de negócios, enquanto a educação no Brasil continua amargando os piores índices mundo afora.

É mais um demonstração do fenômeno do que alguns conceituam como ‘lulopetismo’, ou seja, práticas que aconteceram em ambos os governos mas só foram criticadas quando o protagonista dela era o ‘inimigo’.

Além da retórica ‘lulopetista’, a afirmação de Nilvan não se sustenta na realidade. A Polícia Federal de Bolsonaro já afastou a delegada Dominique de Castro Oliveira, do caso Allan dos Santos; Alexandre Saraiva, do caso Ricardo Salles; Hugo de Barros Correia, do caso Jair Renan, o ’04’, e diversos outros casos. Algo que, por mais que se compare, jamais foi visto nos governos do PT.

O próprio Bolsonaro disse o seguinte: “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f**** minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar, se não puder trocar, troca o chefe dele, não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira.”

Ou seja, nada mais do que conversa fiada.

 

PB Agora

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