Por Wellington Farias
 
 

Quem não se lembra daquele que foi um dos mais perversos calvários da história política da Paraíba, em que o ex-senador e ex-governador Cícero Lucena padeceu a um verdadeiro massacre?!

Todos nós que, àquela época, já tínhamos consciência das coisas lembramos. Não dá pra esquecer, claro…

Os algozes – autoridades e a quase a totalidade da imprensa – foram absolutamente impiedosos nos açoites a relhos em couro cru no lombo Caboclinho de Jatobá.
A armação foi desumana com aquele que foi, sem dúvida, um dos melhores prefeitos de João Pessoa.

Cícero e família foram humilhados, execrados publicamente. Ele foi preso e chamado de ladrão. Tudo isso com o reforço de uma campanha midiática digna do esgoto, de um grau de perversidade e irresponsabilidade jamais visto nos tempos recentes.

Alguma de suas obras recebeu, por parte de adversários e da imprensa, um apelido jocoso. O Viaduto Sonrisal, por exemplo, foi construído na gestão de Cícero. Mas deram-lhe este nome como para dizer que foi uma obra tão mal feita, que não resistia a uma chuva porque evaporava como as bolhas do antiácido num copo.

Reverso

As vinhetas dos radiofônicos do meio-dia de segunda a sexta-feira aterrorizavam a vítima e sua família; prenunciavam mais uma sessão de tortura psicológica, calúnias, difamações etc e tal.

Cícero não suportou permanecer na vida pública, de tão acossado por uma perseguição sistemática. Afastou-se da política, pediu o boné e se recolheu a vida privada.
Cícero Lucena Também foi traído algumas vezes por gente da política a cuja família havia dado as mais cabais provas de lealdade, respeito, para não dizer veneração…
Inocente

Pois bem. Passados alguns anos, a Justiça finalmente reconheceu que Cícero de Lucena Filho, uma das mais destacadas figuras oriundas de São José de Piranhas, simplesmente era I-N-O-C-E-N-T-E…

Detalhe: Cícero foi submetido a todo o trâmite judicial numa fase de reclusão da vida pública, sem prestígio, sem mandato, sem poder, sem broche. Ou seja: não tinha sequer cacife para exercer qualquer influencia em estância nenhuma da Justiça.
Por ter sido, Cícero Lucena, julgado inocente, é que a coluna ousa achar que tudo foi uma armação. Ora, depois de um carnaval daquele, de prisão, execração pública, humilhação para a família e no fim o cara não teve nada a ver com aquilo, o que se pode mais dizer?

Quem diria, hein?!

Pois bem: o ladrão de antes, o bandido que foi execrado pela mídia, hoje é quem desponta como o mais forte concorrente à Prefeitura de João Pessoa.

Milhares de eleitores que agora vão votar em Cícero Lucena, são os mesmos que, no passado caíram na esparrela de que Cícero era um bandido.

A imprensa que hoje lhe joga confete, é exatamente a mesma que lhe chamou de ladrão, usurpados do erário etc e tal.

Assistimos atualmente a um filme muito parecido.

Portanto, não se admitem de um dia, lá pra frente, Ricardo Vieira Coutinho também for inocentado das acusações que hoje lhes fazem.

 

Wellington Farias

PB Agora

 
 

Por Wellington Farias

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