Por Eliabe Castor

O poeta russo Vladimirovitch Maiakovski certa vez escreveu: “Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas”.

E um dos mais talentosos compositores e cantores do Brasil, João Bosco, com a excelente parceira – e rara – de Aldir Blanc criou e bela “Corsário”, estando na introdução da música o poema de Maiakovski. E assim, repetindo um texto quase premonitório, os brasileiros vivem um período de caos, muito mais acentuado que no resto do mundo.

Negacionismo, pouca informação, desumanidade. Assim são – e afirmo – que o ainda presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) negligenciou o perigo do coronavírus e hoje o país clama por socorro internacional.

Mas há, sim, quilhas para cortar as ondas maléficas. Prova disso está em João Pessoa que, buscando a ciência e um aparato na saúde baseada nos preceitos do respeitar a vida humana, conseguiu zerar o número de pacientes com quadro grave de Covid-19 internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital.

Com métodos de estudos avançados e pautados no cientificismo, a evolução do quadro de pessoas que necessitariam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nos hospitais municipais, também foi reduzida. E com isso a capital paraibana respira bem melhor.

E não só a capital, mas a Paraíba por completo figura no topo da lista dos estados que mais vacinaram. O “Sublime Torrão” está entre as quatro unidades federativas do país que mais vacinou, alcançado quase 12% da sua população.

Ponto para os prefeitos e Governo do Estado. É sempre bom formatar um texto positivo em período tão delicado. Tenho certeza que Vladimirovitch ficaria feliz se estivesse ainda neste plano terreno. Já Bolsonaro e seus seguidores….não! Não estão alegres, pois se pautam na guerra da “terra arrasada”.

Mas o mar da história, mesmo sendo agitado, dá a chance de navegá-lo. Basta ter um bom timoneiro e uma bela quilha para singrar nos mares sem o perigo de afundar.

Por Eliabe Castor

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