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Opinião: Lula lidera as pesquisas, mas nem por isso o PT local pode esnobar João Azevêdo

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Tudo bem que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) lidera, com folga, a preferência do eleitorado, para presidente da República, segundo todas as pesquisas até agora publicadas. Mesmo assim, porém, soa imprudente o tom ameaçador com que o presidente estadual do PT, Jackson Macedo, se dirigiu ao governador João Azevêdo (Cidadania).

De acordo com o noticiário do PBAgora, Jackson Macedo – que defende o ingresso do ex-governador Ricardo Coutinho (ainda PSB) – teria declarado no programa “Rede Verdade”:
“Uma coisa tem que ser dita: a aliança e o palanque que João Azevêdo constrói para o próximo ano é um palanque que pode dificultar a aproximação da esquerda. Você tem como alternativa para o Senado Efraim Filho de um partido extremamente opositor e diferente do campo da política que o PT defende”.

Até mesmo pela indefinição do cenário das disputas, tanto no plano estadual quando no plano federal, ninguém deve cantar de galo: nem é prudente a João Azevêdo engrossar o tom com o PT, nem este também deve subestimar o peso que pode ter um governador de Estado numa campanha presidencial, em nível de Estado.

Prioridade
Está mais que claro: a prioridade do Partido dos Trabalhadores em todas as suas instâncias é eleger o presidente Luís Inácio Lula da Silva presidente da República. O resto fica em segundo ou terceiro planos.
Numa campanha majoritária, somar faz toda a diferença. E, dependendo das circunstâncias, pode ser só o que interessa. Às vezes se faz necessário até deixar um pouco de lado a questão ideológica, dando um passo atrás para avançar dois.
Ora, se a prioridade do PT é eleger Lula sucessor do presidente Jair Bolsonaro, numa campanha que – do meio para o fim – pode até ser acirrado, não parece nada prudente a direção local petista desde já querer por o pé no pescoço do governador João Azevêdo.

Outra via
Tudo bem que o governador João Azevêdo também não deve menosprezar apoios, como não é sugestivo a nenhum candidato majoritário.

E se João se sentir acuado pelos petistas e, digamos, optar por apoiar uma eventual opção à Lula, oferecendo palanque a Ciro Gomes (PDT), por exemplo?

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