O governador João Azevêdo (Cidadania) deve ter cuidado nas investidas do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que nos últimos dias vem realizando manobras na tentativa de aproximar-se daquele que hoje ocupa o Palácio da Redenção.

Uma série de interlocutores ligados a Azevêdo vêm dando ênfase a um possível diálogo entre o chefe do Executivo da Paraíba e Cartaxo. Não se sabe ainda como a movimentação nos bastidores está sendo articulada, mas é certo que uma aliança com o prefeito de João Pessoa seria ou será um pesadelo para o governador.

E digo isso pelo histórico escolar de infidelidade que Cartaxo traz em seu currículo. Não é novidade para aqueles que acompanham a política paraibana que o ainda prefeito da Capital usufrui das alianças e aliados para alcançar seus objetivos. Após isso, descarta todos sem cerimônia ou aviso prévio.

Apenas para dar sentido ao que digo busque, leitor, os dois vice-prefeitos de Cartaxo, em sequência continuada Nonato Bandeira (Cidadania) e Manuel Júnior (Solidariedade). Ambos foram traídos, isso, traídos pelo alcaide de João Pessoa, pondo-os no ostracismo completo do seu campo gravitacional ególatra.

Outro defenestrado por Luciano Cartaxo foi o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB). Aliado de primeira hora do verde, o tucano havia selado uma aliança forte com o prefeito da Capital. E nessa costura política um pacto foi praticamente firmado pelas duas lideranças.

Cartaxo apoiaria a candidatura de Ruy Carneiro a prefeito de João Pessoa, algo que não aconteceu, uma vez que ele (Luciano Cartaxo) não abre mão de continuar seu “projeto político”. Ele busca um fantoche do Partido Verde para manter-se em evidência e “governar” por mais quatro anos João Pessoa.

Por essas e outras que João Azevêdo deve ficar fora da alça de mira de sobrenome Cartaxo. Ela já está muito desgastada, mas ainda consegue dar prumo correto ao projétil caso o alvo esteja estático. Movimentar-se, então, é a palavra chave para o governador.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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