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Opinião: guardiãs da democracia nutriram a ‘cobra’ chamada Bolsonaro

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As instituições responsáveis por salvaguardar o estado democrático de direito vacilaram, por completo, ao não reagirem desde há muito contra os arroubos hostis à democracia manifestados por Jair Bolsonaro.

Não chamaram o feito a ordem e terminaram por criar uma cobra venenosa, que hoje sibila contra a ordem constitucional vigente.

Vem de longe

Desde quando era um reles deputado federal do baixíssimo clero, Jair Bolsonaro vinha botando as presas de fora contra a democracia.

Em reiteradas entrevistas que concedeu a jornais, rádios e emissoras de TV Bolsonaro deu declarações que, por si só, bastavam para que as instituições encarregadas de preservar a democracia tivessem ido para cima dele, com os rigores da Constituição cidadã de 1988 e até com o Código Penal Brasileiro.

Bolsonaro nunca negou e bradou em suas reiteradas entrevistas que era a favor da tortura; que se um dia eleito presidente da República fecharia o Congresso nacional que, segundo ele, não servia para nada.

Detalhe: Bolsonaro à época era deputado federal e, portanto, membro deste Congresso quando fez tal afirmação. Durante seus 28 anos de mandato, ele mesmo foi uma inutilidade, tendo apresentado meia dúzia de projetos. Provavelmente, mediu o parlamento brasileiro pela régua do seu próprio mandato.

Faltou freio

Pois bem, por estas e outras está claro que faltou freio ao Jair Messias Bolsonaro.

As instituições guardiãs da democracia assistiram a todos esses arroubos de Bolsonaro e deixaram de cumprir com seus deveres constitucionais de levá-lo às barras da Justiça, para responder pelos notórios crimes contra o estado democrático de direito; contra os direitos humanos e contra a Pátria Amada.

Último bote

Sem sequer ser incomodado por tais instituições, Bolsonaro saltou de um simples deputado federal do baixo clero para presidente da República. E agora na condição de maior autoridade do país, continua ameaçando o estado democrático de direito. O último bote foi na quinta-feira, quando, a propósito de a Polícia Federal ter “incomodado” seus aliados em operação de investigação, disse: “Chega. Acabou”!

Com o tal acabou, o Messias Bolsonaro mandou um claro recado ao Supremo Tribunal Federal de que não permitirá mais que sua família, amigos e aliados políticos sejam incomodados. Tenham cometido crimes ou não.

 

Wellington Farias

PB Agora

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