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Opinião: Campina Grande se torna “celeiro” atual da Operação Calvário

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A cidade de Campina Grande surge como um grande “celeiro” da Operação Calvário, e que oposicionistas de tal constatação joguem qualquer pedra na Geni, não na minha pessoa.

É preciso informar que os dados coletados e informados pela coluna estão em perfeito acordo com os colocados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), não havendo maquiagens e, sim, fatos de “inteiro teor” formalizados por órgãos e membros da própria sociedade civil organizada.

Agora Campina Grande

E quando falo em Campina Grande, ex-Vila Nova da Rainha, ponho agentes políticos de grande quilate na esfera do “obséquio” público dos que estão ou já tomaram posse em cargos eletivos pelo sufrágio universal daquela cidade. Dito isso, é fácil lembrar algo recente. Um suposto recebimento de propina endereçado ao deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), em 2014, vindo de uma construtora.

A denúncia, se é possível chamar assim, partiu do senhor Bruno Donato, que informou ao Ministério Público, no âmbito da Operação Calvário, como Colaboração Premiada, ter constatado o socialista ter recebido tal propina no valor de R$ 100 mil na campanha eleitoral de 2014. Em linhas gerais, pela ampla guarida do senhor Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Ambos citados na Calvário.

Importante salientar que Donato foi ex-assessor da Secretaria de Saúde do Estado, pasta essa, segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e a Controladoria-Geral da União (CGU) que houve, na gestão de Coutinho um o suposto recebimento de propinas de empresas terceirizadas, em especial às ligadas às pastas da Saúde e Educação no valor aproximado de R$ 130 milhões.

Após Barbosa, é a vez de Romero Rodrigues

Após as denúncias, em Colaboração Premiada de Bruno Donato em desfavor a Barbosa, o Ministério Público denunciou, no âmbito da Operação Calvário nesta quarta-feira (24) o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), além de Jovino Machado da Nóbrega Neto, Saulo Ferreira Fernandes e Daniel Gomes da Silva.

Segundo o órgão, a campanha eleitoral de Romero Rodrigues, em 2012, teria sido beneficiada com propinas pagas pela organização criminosa que seria encabeçada por Ricardo Coutinho. Valor do possível crime: 150 mil recebidos indevidamente.

Pelo sim, ou pelo não, Barbosa e Romero ainda não se manifestaram até o final desta quarta-feira das supostas alegações contra suas respectivas pessoas. O que gera grau de severa desconfiança, pois a sociedade, como um todo, que vem sendo fustigada pela Covid-19, não aceita mais tais expedientes de omissão ou mesmo falta de esclarecimentos. Hoje o silêncio é observado como culpa ou negligência dos citados em crimes contra o erário público.

Em tempo

A coluna, após o seu fechamento, foi informada que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, se pronunciou sobre o caso. Veja:

“Acusação totalmente infundada, frágil e que não se sustenta diante de qualquer averiguação mais acurada – resumiu Romero Rodrigues, assegurando respeitar o trabalho realizado pelo Ministério Público, instituição a que tem profundo respeito, mas reafirma: nunca autorizou ninguém a receber dinheiro em seu nome, em favor da campanha a prefeito em 2012 e o próprio advogado apontado como intermediário na entrega do suposto recurso em duas parcelas, já negou qualquer participação dele ou de Romero em qualquer tratativa com a organização, ainda que, em 2012, fosse legalmente permitida a doação de empresas privadas às campanhas eleitorais”, afirmou.

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