Existem três fatores que estão incomodando grandemente o governador José Maranhão (PMDB) e seu projeto de reeleição. Os dois primeiros tem identidade e endereços fixos: Veneziano Vital do Rêgo, prefeito de Campina Grande, e Ricardo Coutinho, prefeito da Capital. A linha de discurso dessas duas novas lideranças é a terceira razão de desconforto: se apresentam como o “novo” no cenário sucessório.
O primeiro fator, Veneziano, chega a ser um problema doméstico, já que o prefeito do PMDB, em tese, trata-se de um elemento político com condições de José Maranhão manter um certo nível de controle. Em tese. O fato é que, de forma hábil, o prefeito campinense vem costurando seu nome dentro do próprio partido, numa articulação que não pode ser considerada ilegítima, embora tenha um viés de deslealdade à ótica maranhista.
Já o fator Ricardo Coutinho passa a ter um nível mais elevado de preocupação. Mesmo “aliado”, Ricardo já deixou clara sua intenção de credenciar-se como candidato em 2010 e já sinaliza de que não terá o menor problema em contrariar o atual ocupante do Palácio da Redenção em questões que coloquem em xeque sua condição de liderança política mais poderosa do Estado. O rompimento entre ambos é uma questão de tempo, todo mundo sabe disso.
O fator conceitual, que termina permeando subliminarmente o discurso dos prefeitos Ricardo e Veneziano, talvez seja o que mais esteja incomodando o atual governador: ser identificado como o “velho”, não apenas do ponto de vista biológico, mas também de postura e propostas, é algo pelo qual José Maranhão já não demonstra mais tolerância, e ele tem deixado claro isso nas últimas entrevistas.
Não se trata de uma reação a um possível preconceito ao estigma de ser velho. O fato é que, como discurso, a linha da renovação tem um forte apelo eleitoral. Já no seu terceiro governo à frente do Estado, José Maranhão sabe que, a depender da forma como esse fato venha ser explorado nas campanhas adversárias, será muito difícil emplacar mais um mandato no Executivo diante de propostas de reoxigenação e novidade de propostas para um Estado há décadas dividido praticamente na disputa entre dois grupos políticos.
A força do novo pode ser determinante. Mas, como disse, tudo vai depender das estratégias de cada campanha, porque já se sabe que, no discurso-resposta, Maranhão vai tentar provar que o melhor será votar em quem se conhece na gestão do Estado a se arriscar com quem não tem ainda a devida experiência. Linha frágil, sem dúvida, mas as campanhas são vencidas nos detalhes.
Mais profissionalismo
Ainda é flagrantemente amadora a estrutura até o momento montada na pré-campanha do prefeito Ricardo Coutinho. Existe muito voluntarismo e a disposição de luta de alguns abnegados, mas o profissionalismo na gestão política nesse processo pré-eleitoral é também fundamental para quem quer se consolidar como uma alternativa viável.
Obstinado
O deputado federal Vital do Rêgo Filho (PMDB) mantém um entusiasmo além do natural na construção de uma possível alternativa Veneziano Vital do Rêgo como candidato do partido para o Governo em 2010. Ele está obcecado com essa possibilidade de ver o irmão no Palácio da Redenção, bem antes do que possa planejar José Maranhão. E, reconheça-se, Vital é um obstinado.
Não abre também
O senador Cícero Lucena (PSDB) continua dizendo, em alto e bom som, no seu périplo no Estado: não abre nem pra um trem sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
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