O DEM e o MDB, que integram o Centrão na Câmara, anunciaram desde o fim de julho que saíram do bloco — liderado pelo deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) e que tinha 221 dos 513 parlamentares da Casa. O desembarque vai ter impacto no governo federal, que, nos últimos meses, se aproximou do grupo para formar uma base de apoio e conseguir aprovação de pautas. Agora, o Executivo vai lidar com uma bancada de 158 integrantes.
O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que a saída é amigável. “Não teve bronca, não teve briga, não teve divergência. É uma posição em nome da autonomia do partido, e vida que segue”, afirmou.
O Centrão foi montado em 2019 para definir a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Era composto por PL, PP, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, Pros e Avante. Alguns estão mais alinhados com o governo (como o PP, PSD e PL) e outros têm posição de mais moderados, como o Solidariedade. Essa diferença de posicionamento é um dos motivos da saída dos dois partidos. Outra causa é a disputa pela Presidência da Câmara, marcada para fevereiro.
Correio Brasiliense
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