O deputado estadual Nabor Wanderley (PRB) foi um dos parlamentares do G10 que não compareceu à reunião promovida pelo governador João Azevedo (PSB) durante um café da manhã realizada ontem (06), no Palácio da Redenção. Posição essa diferente do seu filho o deputado federal Hugo Motta (PRB) que compareceu ao café da manhã promovido pelo governador na Granja Santana um dia antes.

Apesar de serem da mesma família e partidos, Hugo que esteve presente na reunião com João foi um dos parlamentares que se manifestaram contrários a suspensão por parte do governo federal dos recursos que viriam para a Paraíba e que seriam investidos na dragagem do Porto de Cabedelo e na construção da barragem de Cupiçura.

Em entrevista concedida a imprensa, o governador se mostrou bastante contrariado com a suspensão das verbas, cuja suspensão foi informa pelo ministro da Infraestrutura, Tarcíso de Freitas. Para conter as possíveis retaliações do presidente, Azevedo pediu ajuda da bancada federal aliada durante reunião realizada na última sexta-feira (02) na Granja Santana, onde estiveram presentes, o deputado federal Efraim Filho (DEM), Wilson Santiago (PTB), Damião Feliciano (PDT) e Hugo Motta (MDB), além do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB).

Faltaram à reunião da Granja os deputados Gervásio Maia (PSB) e Frei Anastácio (PT), que fazem oposição ferrenha a Bolsonaro, votando inclusive contra matérias do governo, a exemplo da Reforma Previdenciária.

Já no caso da reunião dos deputados estaduais com João Azevêdo, especula-se que o gazeamento de Nabor se deva aos não sinais do governador ao apoio ao projeto de sua autoria que estabelece a criação das emendas impositivas. O valor previsto das emendas é de R$132 milhões, o equivalente a um percentual de 1, 2 % do orçamento do Estado.

 

Redação

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