A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na Paraíba segue ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desde a última quarta-feira (15), em João Pessoa. A mobilização reúne dezenas de manifestantes e ocorre de forma pacífica, sem previsão de encerramento.
De acordo com o Incra na Paraíba, o órgão mantém diálogo permanente com o movimento, com a realização de reuniões ao longo desta quinta-feira (16). Pela manhã, o encontro ocorreu no auditório da superintendência com representantes da Divisão de Obtenção de Terras, abordando pautas relacionadas à vistoria e aquisição de áreas para a reforma agrária.
Já no período da tarde, as discussões tiveram continuidade com a participação da Divisão de Desenvolvimento Sustentável, tratando de políticas voltadas ao fortalecimento dos assentamentos, como a liberação de créditos nas modalidades fomento, fomento mulher, semiárido, fomento jovem, recuperação ambiental e crédito habitacional.
Segundo o superintendente regional do Incra, Antônio Barbosa Filho, o órgão tem buscado avançar nas negociações e apresentar soluções para as demandas apresentadas. “Toda esta quinta-feira será de debates para apresentar as entregas que estão sendo feitas e as que poderão ser viabilizadas no curto e médio prazo, seja na aquisição de terras, liberação de créditos ou regularização agrária”, afirmou.
Entre as principais reivindicações do MST estão a ampliação da obtenção e vistoria de terras, a aceleração na titulação de famílias assentadas e a liberação imediata de créditos. O movimento também cobra investimentos em assistência técnica, regularização de lotes e melhorias na infraestrutura produtiva, como a perfuração de poços artesianos.
Outro ponto da pauta é a ampliação de oportunidades educacionais por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), com a criação de novos cursos superiores em parceria com instituições públicas de ensino na Paraíba.
As equipes técnicas do Incra seguem mobilizadas para dar continuidade às negociações, reforçando o compromisso de atender às demandas dentro dos limites legais e orçamentários, enquanto a ocupação permanece na sede do órgão.
PB Agora
