O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta segunda-feira (2) de “inaceitável” a ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que resultou na morte de quatro seguranças de uma fazenda em Pernambuco.

 

“É inaceitável a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas”, disse Lula após evento com o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

 

O presidente disse que o movimento sabe o que é legal e ilegal. “Os sem terra existem desde a década de 80, já atingiu a maioridade e sabe o que é legal e ilegal. Todos nós pagamos o preço quando cometemos alguma ilegalidade”, disse.

 

Lula também disse não acreditar na possibilidade de uma crise institucional entre o Judiciário e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) devido às recentes declarações do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e de ações do movimento.

Na semana passada, Mendes criticou o repasse de dinheiro público ao MST – entidade que, em sua visão, cometeria ilegalidades. No fim de semana, em resposta, o MST invadiu uma fazenda do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. O movimento alegou que a invasão foi uma resposta a Mendes, ministro responsável pela concessão de um habeas corpus.

O presidente afirmou ainda crer que o presidente do STF tenha dado sua opinião sobre o MST como cidadão. “Quero crer que o ministro Gilmar Mendes tenha dado a opinião como cidadão brasileiro. Quando houver processo, ele dará sua opinião e possivelmente seu voto.”

Lula citou números da reforma agrária do governo. Segundo ele, já foram desapropriados 43 milhões de hectares de terras para assentamentos, o que corresponderia a 53% de todas as terras já desapropriadas no Brasil para esse fim. Os dados, conforme o presidente, mostram que foram assentadas 520 mil famílias.

 

Economia

Em São Paulo, Lula comentou sobre demissões. O presidente disse que não se pode comparar o desemprego no Brasil com o de outros paises. Afirmou que não há crise generalizada no Brasil. “Tenho a convicção de que até o final do ano, os empregos gerados serão maiores do que os perdidos.”

Sobre as demissões na Embraer, Lula diz que por se tratar de empresa que produz para exterior, se as encomendas são suspensas, eles têm que dispensar. Segundo ele, não se pode se queixar das empresas de fora porque as nacionais não compram aviões da Embraer.

Para ele, o desafio é encontrar forma de as empresas brasileiras passarem a comprar equipamentos da Embraer.

 

 

G1

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