Por pbagora.com.br

 O início das mudanças ministeriais da presidenta Dilma Rousseff já começa a modificar as indicações aos Ministérios. O deputado federal paraibano, Manoel Júnior, que já chegou a ser apontado como tendo 99% de chances de ser o escolhido para a Saúde, a cotação do parlamentar vem decaindo. Agora Marcelo Castro do Piauí já assume a frente do paraibano nas notícias nacionais. Confira o texto da Folha de São Paulo:

Com a mudança na chefia da Casa Civil anunciada nesta quarta-feira (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a contar com três nomes de sua confiança no coração do governo.

A presidente Dilma Rousseff cedeu às pressões de Lula da Silva e do PMDB e afastou o petista Aloizio Mercadante da pasta, substituindo-o na chefia da Casa Civil por Jaques Wagner, hoje na Defesa.

Agora, Lula contará com três petistas de sua confiança ao lado de Dilma: além de Wagner, Ricardo Berzoini, que vai assumir a nova Secretaria de Governo —que ficará responsável pela articulação política do Planalto—, e Edinho Silva (Comunicação Social).

Mercadante, que volta à Educação, era citado por petistas e peemedebistas como desagregador. Lula defendia sua substituição desde o início do segundo mandato, mas reclamava de não ser ouvido. O candidato do ex-presidente sempre foi Jaques Wagner, classificado como um petista mais habilidoso e com melhor trânsito no PMDB.

No início do governo, Mercadante tentou fortalecer o PSD e o Pros para minar o PMDB. Mas só conseguiu desagradar o principal aliado do governo no Congresso, gerando tensão e ampliando a crise enfrentada pelo Planalto.

Lula ainda conseguiu, enfim, convencer Dilma a aumentar o poder do PMDB e, assim, tentar ao menos postergar um eventual desembarque do governo -em novembro, o partido fará um congresso para discutir a saída.

Dilma continua sendo pressionada por aliados de Lula a trocar José Eduardo Cardozo (Justiça). O ex-presidente queria trocá-lo pelo ex-ministro Nelson Jobim, peemedebista e advogado que tem atuado na defesa de empreiteiros na Lava Jato.

Nesta quinta (1º), Lula se encontra com Dilma em Brasília com a missão de debelar a crise provocada pela reforma ministerial.

A mais recente queda-de-braço é entre os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do PMDB na Casa, e o pedetista André Figueiredo.

O peemedebista se recusa a aceitar a nomeação de Figueiredo para o Ministério das Comunicações, que ficará com o PDT. Como ambos são do Ceará, Eunício diz que sofrerá retaliação.

APOIO

A troca na Casa Civil e a ampliação do naco do PMDB de seis para sete pastas devem garantir, na avaliação de assessores, o apoio de no mínimo 50 dos 66 deputados do partido para evitar abertura de um processo de impeachment contra Dilma.

Ela precisa de ao menos 172 deputados para barrar um pedido de impedimento, que, para passar, carece de 342 votos dos 513 da Câmara.

Dilma já definiu o nome de cinco ministros peemedebistas que deverão compor o governo na reforma ministerial, prevista para ser anunciada ainda nesta semana: Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Helder Barbalho (Portos) e Henrique Eduardo Alves (Turismo).

Ela está fechando os nomes dos indicados pela bancada da Câmara para a Saúde, hoje com o PT, e a Ciência e Tecnologia, da qual sairá Aldo Rebelo (PC do B) para substituir Wagner na Defesa.

Na Saúde, o mais cotado é o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). Para Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB-RJ). Ambos sugeridos pelo líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).

No campo petista, Dilma vai fundir os ministérios da Previdência, Trabalho e Desenvolvimento. Fará o mesmo com as três secretarias que têm status de ministérios: Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos formarão o Ministério da Cidadania.

 


Folha de São Paulo

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