O candidato do PL ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, está entre os políticos que mais registraram despesas de campanha no Brasil nas primeiras semanas da disputa eleitoral de 2026. De acordo com informações da Folha de São Paulo, dados do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extraídos nessa quinta-feira (27), apontam que a campanha do paraibano já declarou R$ 2,8 milhões em despesas pagas a fornecedores.
O valor coloca Efraim entre os candidatos que mais movimentaram recursos na corrida eleitoral até o momento. No ranking destacado, ele aparece atrás apenas de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, cuja campanha declarou R$ 8,5 milhões em despesas.
Os números ainda são parciais. A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto, e candidatos e partidos continuarão apresentando novas informações ao TSE durante a disputa. Os dados também podem ser atualizados e detalhados posteriormente.
Segundo os dados do TSE apontados na reportagem, as campanhas das eleições gerais de 2026 já arrecadaram aproximadamente R$ 1,44 bilhão. Cerca de 90% desse montante, o equivalente a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, foi repassado pelos próprios partidos políticos.
Outros R$ 91 milhões vieram de doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e repasses realizados por outros candidatos. Os próprios candidatos já desembolsaram aproximadamente R$ 46,5 milhões para financiar suas campanhas.
Apesar dos valores, a movimentação registrada até agora ainda está distante do volume que deverá ser alcançado até o fim das eleições. Em 2022, somente as doações de pessoas físicas ultrapassaram R$ 1,1 bilhão, em valores corrigidos pela inflação.
Já no ranking das maiores receitas declaradas até o momento, Flávio Bolsonaro aparece na liderança, com R$ 42 milhões arrecadados para a disputa presidencial. Em segundo lugar está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 35,2 milhões.
Na sequência aparecem três candidatos do PL aos governos estaduais: Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, com R$ 17,8 milhões; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul, com R$ 11,5 milhões; e Sergio Moro, no Paraná, com R$ 11 milhões.
Considerando apenas as doações de pessoas físicas, o maior volume foi declarado pelo candidato do PL ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, que recebeu R$ 4 milhões nessa modalidade.
Os partidos políticos já repassaram aos candidatos cerca de R$ 1,22 bilhão dos quase R$ 5 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado fundão eleitoral.
O PL tem direito à maior parcela, superior a R$ 880 milhões, e já distribuiu quase metade desse valor. O PT, partido de Lula, tem aproximadamente R$ 615 milhões disponíveis, dos quais cerca de 37% já haviam sido repassados aos candidatos.
O PSOL aparece como a legenda que distribuiu a maior proporção dos recursos disponíveis, cerca de 60% dos R$ 131,5 milhões a que tem direito. O Novo vem na sequência, com 51% dos aproximadamente R$ 37 milhões disponíveis.
Os dados ainda não representam o retrato definitivo das finanças eleitorais. Com o avanço da campanha, novas receitas e despesas deverão ser lançadas no sistema do TSE, permitindo acompanhar com maior precisão quanto cada candidatura está arrecadando e gastando na disputa de 2026.
Confira na íntegra:
Candidatos recebem R$ 1,3 bi de partidos; Flávio Bolsonaro e Lula lideram receitas
PB Agora
